Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Sobre Palavras Por Sérgio Rodrigues Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

Passaporte, o ‘passa-porto’

A Palavra da semana foi decidida pela divulgação, hoje, do novo passaporte brasileiro, que passa a ter uma bem-vinda validade de dez anos mas, em compensação, fica 65% mais caro e 650% mais feio. A palavra surgiu no francês passeport em 1420, segundo o Trésor de la Langue Française, pela junção de passe (do verbo […]

Por Sérgio Rodrigues Atualizado em 31 jul 2020, 00h58 - Publicado em 10 jul 2015, 17h00

alx_passaporte_originalA Palavra da semana foi decidida pela divulgação, hoje, do novo passaporte brasileiro, que passa a ter uma bem-vinda validade de dez anos mas, em compensação, fica 65% mais caro e 650% mais feio.

A palavra surgiu no francês passeport em 1420, segundo o Trésor de la Langue Française, pela junção de passe (do verbo passer, “passar”) com port, “porto, entrada, portão”. Era, portanto, o documento que garantia a seu portador passar pelo porto (ou pelo portão) – literalmente, um passa-porto.

Ocorre que o sentido original da palavra em francês não se aplicava a pessoas. Passeport (ou passe-port, em grafia antiga) era a princípio um “certificado emitido por autoridade para a livre circulação de mercadorias”. Cerca de meio século depois, o termo já era usado também na acepção de “salvo-conduto emitido por autoridade que garante a liberdade de circulação de uma pessoa”.

Foi com este último sentido que o passaporte se espalhou rapidamente por diversas línguas ocidentais. A palavra foi adotada pelo inglês (passport) em torno de 1500; pelo português, segundo a datação do Houaiss, em 1542; e pelo espanhol (pasaporte) em 1611.

Continua após a publicidade
Publicidade