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Sobre Palavras Por Sérgio Rodrigues Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

O dia dos caças

Por Sérgio Rodrigues - Atualizado em 31 jul 2020, 04h46 - Publicado em 20 dez 2013, 16h00

Caça sueco Gripen, a escolha da FAB (Johan Nilsson/AFP)

Caça sueco Gripen, a escolha da FAB (Johan Nilsson/AFP)

A novela de duas décadas em torno da compra dos caças pela Força Aérea Brasileira (FAB) chegou ao fim na quarta-feira e fez de “caça” a Palavra da Semana.

Naturalmente, não estamos falando do velho substantivo que significa ação de caçar, este um verbo do século XIII derivado do latim vulgar captiare, “agarrar, tomar” – por sua vez vindo do latim clássico captare, a mesma palavra que deu no nosso verbo captar.

Caça, nesse caso, é simplesmente a forma reduzida da locução “avião de caça”, surgida no século XX – ou seja, “avião de combate usado para interceptar ou destruir aviões inimigos, ou servir de escolta a um bombardeiro” (Houaiss).

Os primeiros aviões com tais características, ainda com velocidade baixa e poder de fogo limitado, surgiram na Primeira Guerra Mundial, mas seu batismo demorou um pouco mais. Foi no intervalo entre as duas guerras que eles passaram a ser chamados de fighters (“lutadores, combatentes”) em inglês e de chasseurs (“caçadores”) em francês. Esta última forma influenciou a que seria adotada em português.

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