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Sobre Palavras Por Sérgio Rodrigues Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

‘Eu tinha falado’ ou ‘eu tinha falo’? Opa!

“Olá!
 O correto é ‘eu tinha falo’ ou ‘eu tinha falado’?” (Natália Marques) O verbo “falar” não tem particípio irregular, Natália. Deve-se dizer “eu tinha falado”. O caso tem semelhança com os de “chego” (por chegado), “trago” (por trazido) e outros particípios irregulares que só existem na língua popular, sem sustentação nas gramáticas. Tratei deles […]

Por Sérgio Rodrigues Atualizado em 31 jul 2020, 02h12 - Publicado em 2 fev 2015, 15h37

“Olá!
 O correto é ‘eu tinha falo’ ou ‘eu tinha falado’?” (Natália Marques)

O verbo “falar” não tem particípio irregular, Natália. Deve-se dizer “eu tinha falado”.

O caso tem semelhança com os de “chego” (por chegado), “trago” (por trazido) e outros particípios irregulares que só existem na língua popular, sem sustentação nas gramáticas. Tratei deles aqui.

Ocorre que “falo” – que, confesso, nunca vi usado no lugar de “falado” – tem pelo menos um agravante sério. Trata-se de uma palavra que existe, sim, mas como substantivo e com a acepção de “órgão sexual masculino”.

Pode-se imaginar, assim, o grau de confusão ou constrangimento que uma frase como “eu tinha falo” pode causar. Vá de “falado”, Natália, sem um segundo de hesitação.

*

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