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Política com Ciência Por Sérgio Praça A partir do que há de mais novo na Ciência Política, este blog do professor e pesquisador da FGV-RJ analisa as principais notícias da política brasileira. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O desembarque do PMDB

Os ministros Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Henrique Alves (Turismo), ambos do PMDB, já deixaram seus cargos (no caso de Alves, está prestes a fazer isso). Faltam outros – como os ministros da Saúde e Ciência e Tecnologia, nomeados recentemente –, mas é provável que eles cedam e também saiam. É possível que não saiam? […]

Por Sérgio Praça Atualizado em 30 jul 2020, 23h56 - Publicado em 4 dez 2015, 18h41

Os ministros Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Henrique Alves (Turismo), ambos do PMDB, já deixaram seus cargos (no caso de Alves, está prestes a fazer isso). Faltam outros – como os ministros da Saúde e Ciência e Tecnologia, nomeados recentemente –, mas é provável que eles cedam e também saiam. É possível que não saiam? Claro. Mas correriam o risco de ver o impeachment aprovado e se tornarem mortos-vivos em um governo Temer.

Segundo Vera Magalhães, do “Radar”, deputados já brincam que o PMDB pode escolher entre ter 7 ou 31 ministérios. É um partido estranho: grande demais para ignorar e difícil demais de gerenciar, conforme o ótimo trabalho dos cientistas políticos Carlos Pereira, Frederico Bertholini, Helloana Medeiros com o economista Samuel Pessôa.

De acordo com o texto, há uma correlação positiva entre fragmentação partidária e a existência de partidos que representam o legislador mediano, como o PMDB. Há outros no mundo…o Partido Justicialista, da Argentina, é o segundo mais peemedebista no ranking apresentado no paper, mas mesmo assim está longe de ser um PMDB!

Pois não há – no mundo! -, uma Câmara dos Deputados tão fragmentada quanto a nossa, de acordo com o cientista político George Avelino. Daí a centralidade do PMDB para o governo. É muito, mas muito mais importante do que podemos imaginar.

Agora o governo está colhendo o ônus de ter, neste segundo mandato, tentado governar à revelia do PMDB (atuando para atrair deputados para o PSD de Kassab, por exemplo). Estratégia que deu errado desde o início e depois não conseguiu ser revertida, por causa da demora e inabilidade da presidente para negociar ministérios.

“Ah, mas o PMDB é chantagista e fisiologista!” Bom, “fisiológico” é quem banca campanhas com dinheiro ilegalmente desviado de empresas estatais, como o PT fez nos últimos anos.

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