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No Planalto, Bebianno recebeu Ambev, PSL e Levy Fidelix

O ex-ministro não tinha motivo para trabalhar no Planalto

Gustavo Bebianno (PSL) foi, além de breve, um ministro misterioso. O que ele estava fazendo lá, no Planalto, com tamanha irrelevância política? Jair Bolsonaro (PSL) nomeou-o para a Secretaria-Geral da Presidência como um gesto de gratidão pelo gentil empréstimo da legenda para se candidatar em 2018. Ainda no ano passado, o hoje chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), perdeu prestígio ao lidar com o embaraço de ter recebido R$ 100 mil ilegalmente em uma campanha passada. Bebianno teve breve oportunidade para tomar espaço político. Mas Sérgio Moro, travestindo-se de juiz, perdoou Onyx e tudo ficou como está.

O ex-presidente do PSL resignou-se a uma agenda cotidiana de um lado irrelevante e, do outro, tutelada. Bebianno não se encontrou com nenhum parlamentar de peso em seus cinquenta e poucos dias no Palácio do Planalto. Recebeu o presidente do PRTB, Levy Fidelix, duas vezes (4-Janeiro e 10-Janeiro). Igual número de encontros reservou para a Ambev (14-Janeiro e 29-Janeiro).

Dedicou-se mais ao próprio partido. Esteve com António de Rueda, vice-presidente do PSL (7-Janeiro); com o deputado federal Julian Lemos (PSL), acompanhado de Capitão Wagner (PROS) (10-Janeiro); com outro deputado federal, Girão Monteiro (PSL) (29-Janeiro). O PSL do Acre enviou dois representantes – Pedro Valério de Araújo, presidente do diretório regional do partido, e Coronel Ulysses, membro do diretório – junto com o senador Márcio Bittar, do MDB daquele estado. Bittar foi o único emedebista que se encontrou com o ex-ministro da Secretaria-Geral em reunião oficial.

Em várias de suas reuniões relevantes – uma com o embaixador chinês (10-Janeiro), uma com o Ministro de Minas e Energia (16-Janeiro), outra com o Ministro do Desenvolvimento Regional (18-Janeiro) –, Bebianno abriu flanco para a tutela do general Santa Rosa, secretário especial de Assuntos Estratégicos, subordinado à Secretaria-Geral.

Bebianno esteve três vezes em reuniões específicas, fora do Conselho de Governo, com o presidente no Planalto. Em apenas uma recebeu Bolsonaro sozinho (14-Janeiro). Nas outras, o presidente estava acompanhado do general Santa Rosa (4-Janeiro), e do ator Carlos Vereza (15-Janeiro).

É muita crise para pouco ministro.

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