Clique e assine a partir de 8,90/mês
Sensacionalista Por Redação Isento de verdade

O discurso sincero de Bolsonaro na ONU

Exclusivo: publicamos a primeira versão do discurso em vídeo de Bolsonaro para a convenção das Nações Unidas

Por Sensacionalista - Atualizado em 24 set 2020, 13h35 - Publicado em 25 set 2020, 06h00

“Primeiramente gostaria de registrar que este é o primeiro vídeo de Whats­App para grupos de extrema direita transmitido simultaneamente para a ONU. Isso é minha gestão fazendo História.

O Brasil vem sendo vítima de uma das maiores campanhas de difamação no tocante à Amazônia e ao Pantanal. Se houver queimadas aqui, eu quero que um depósito de 89 000 reais caia na conta de sua mulher.

A verdade é que o mundo cada vez mais precisa do Brasil para se alimentar. De piadas.

Eu tenho tolerância zero com o crime ambiental. Por isso mesmo cortei verba do Ibama, para não ter ninguém para ver e me contar. Não suporto.

Não é verdade que estejamos fazendo queimadas para o gado pastar. Todo mundo sabe que o gado se alimenta com as fake news do Carluxo e a minha live de quinta-feira.

Se tem tanta fumaça assim, como o satélite consegue tirar foto? Isso não passa de mais uma fake news para desestabilizar o meu governo.

A floresta é úmida e não pega fogo. Se pegou fogo é porque o pessoal fica com essa frescura de passar álcool em gel em tudo.

E tem mais: tenho informações de que as ONGs do Leonardo DiCaprio estão distribuindo toalhas para os índios e os caboclos secarem a floresta que é molhada para depois queimar.

O satélite vai mostrar isso assim que instalarmos o WhatsApp nele para ele receber aulas do professor Olavo. Todo mundo sabe que o satélite é do tempo do PT e por isso é esquerdopata.

Sempre ouvi dizer que os índios queriam terra. Então, em teoria, se a gente queima a floresta e só deixa terra, eles reclamam mesmo assim. Não tem coerência.

Continua após a publicidade

No mais, quem entende de Botafogo é o Rodrigo Maia.

Tivemos a melhor resposta ao coronavírus entre todos os países do mundo. O Brasil foi o país em que o coronavírus foi mais bem tratado, por isso ele nem quer ir embora.

Nós pagamos o equivalente a 1 000 dólares aos desempregados na pandemia. Mil dólares na cotação da época do PT, mas não deixa de ser 1 000 dólares.

Em março, a economia estava decolando mais do que o patrimônio dos meus filhos. Aí quebraram o sigilo do Queiroz no Coaf, digo, veio a pandemia e o crescimento parou.

Infelizmente, a Justiça botou tudo na mão dos governadores. Na do Witzel tentaram botar até uma algema.

Aproveito para fazer uma denúncia à comunidade internacional sobre o preconceito contra cristãos. O Brasil é tão cristofóbico que tiveram de botar a estátua de Jesus lá no alto do Corcovado pra ninguém derrubar.

A maioria dos 12,3 milhões de desempregados são cristãos. Você acha que é coincidência? É perseguição.

Agora: se isso tudo tá acontecendo, é porque não acreditaram na cloroquina. Protege contra tudo, de desemprego a queimada. Eu tomei e estou empregado — e a única coisa queimada lá em casa são os recibos de depósito na conta do Flávio.

É como diz o nosso lema: Deus acima de tudo, fumaça acima de todos.”

Publicado em VEJA de 30 de setembro de 2020, edição nº 2706

Continua após a publicidade
Publicidade