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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

Primeira pesquisa Ibope no RS mostra preferência eleitoral dos gaúchos

Levantamento foi encomendado pelo Grupo RBS e incluiu avaliação sobre a gestão de José Ivo Sartori (MDB)

Por Paula Sperb Atualizado em 18 ago 2018, 12h31 - Publicado em 18 ago 2018, 09h44

A primeira pesquisa Ibope no Rio Grande do Sul sobre as eleições de 2018 no estado mostra o atual governador José Ivo Sartori (MDB) na liderança, tanto da preferência dos eleitores como da rejeição. Se na pesquisa estimulada ele aparece com 19% da intenção de votos, mais que o dobro dos candidatos em segundo lugar, Sartori também é rejeitado pela maioria: 44% não votariam nele de jeito nenhum. Na avaliação do governo, apenas 1% acha ótima a gestão de Sartori (veja abaixo).

Atrás de Sartori estão tecnicamente empatados Eduardo Leite (PSDB), com 8%, Miguel Rossetto (PT), com 8%, e Jairo Jorge (PDT), com 6% (veja entrevistas no final). A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS, entrevistou 1.008 eleitores em 60 cidades entre os dias 14 e 16 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no TRE/RS sob o número 01969/2018. O Grupo RBS não divulgou os dados sobre cenários do segundo turno. Pesquisa anterior do Instituto Methodus, divulgada pelo Correio do Povo, mostra que Sartori perderia no segundo turno para qualquer um dos principais adversários.

Na sequência, Júlio Flores (PSTU) aparece com 4%, Mateus Bandeira (Novo), com 2%, e Roberto Robaina (Psol) com 2%. Depois de Sartori, que lidera a rejeição, Rossetto é rejeitado por 12%, Flores e Robaina por 10%, Jorge por 8%, Leite por 7% e Bandeira por 6%.

  • Todos os candidatos têm índices menores do que as respostas para branco ou nulo (28%) ou não sabe ou não respondeu (22%), que somam 50% das respostas na estimulada. Na pesquisa espontânea, esses índices surpreendem ainda mais: 83%. Isso porque, quando os entrevistados precisam dizer espontaneamente em quem votariam, 63% não sabem ou não responderam e 20% votariam em branco ou nulo.

    Na espontânea, Sartori também lidera a preferência, mas seu índice cai para 7%, seguido por Jorge (3%), Leite (2%), Rossetto (2%), Flores (1%). Bandeira e Robaina empatam em 0% e 2% das pessoas votariam em outros que não irão disputar a eleição.

    Maioria desaprova governo de Sartori

    Questionados sobre a gestão de Sartori, que tenta a reeleição, 68% responderam desaprovar a maneira como ele governa e 24% aprovam, 8% não responderam ou não souberam opinar. Na avaliação do governo, 43% consideram negativa. Destes, a maioria classifica o governo gaúcho como péssimo (36%), seguido por ruim (17%). A avaliação positiva fica em 14%, com apenas 1% que considera a gestão ótima e 13% que avaliam como boa. A avaliação regular é de 30% e 4% não responderam ou não souberam opinar.

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    Pesquisas anteriores realizadas por institutos locais já davam conta da rejeição ao governo de Sartori. No final de 2017, apenas 1% dos gaúchos achava a gestão ótima.

    Pesquisa para o Senado

    O estado terá duas, das três vagas, abertas para no Senado. O atual senador Paulo Paim (PT) tenta a reeleição e poderá ocupar novamente sua cadeira, com 27% da intenção e votos segundo o Ibope. A cadeira de Ana Amélia Lemos (PP-RS), que concorre a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), pode ser ocupada por José Fogaça (MDB), que aparece empatado com Paim, com 27% da intenção de votos.

    Ele são seguidos por Beto Albuquerque (PSB), com 15%, e Luis Carlos Heinze (PP), com 7%. Heinze seria o sucessor “natural” de Ana Amélia e concorria a governador. Ele deixou a disputa para concorrer ao Senado quando Ana Amélia passou a ser vice de Alckmin. Na sequência aparecem Ana Varela (Podemos), 6%, Carmen Flores (PSL), 6%, Sandra Weber (SD), 4%, Abigail Pereira (PCdoB), 3%, Cleber Soares (PCB), 2%, João Augusto Gomes (PSTU), 2%, Luiz Machado (DC), 2%, Mario Bernd (PPS), 1%, Marli Schaule (PSTU), 1%, Romer Guex (Psol), 1%. Assim como Heinze, Abigail também concorria ao governo estadual. Porém, o PCdoB passou a apoiar Rossetto e ela saiu candidata para o Senado.

    A maioria, 55%, não sabe em quem votaria para o Senado ou não soube responder, 18% votariam em branco ou nulo na primeira vaga e 24% votaria em branco ou nulo na segunda vaga.

    Candidatos

    Abaixo, veja entrevistas com os candidatos, publicadas em ordem alfabética e com fotos de arquivo escolhidas pelas assessorias. Paulo Medeiros (PCO) ainda não havia divulgado candidatura quando as entrevistas foram realizadas. A reportagem aguarda entrevista com José Ivo Sartori (MDB), que optou por não falar antes de confirmar seu nome na convenção do partido.

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