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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

No RS, PCdoB desiste de candidatura própria ao governo e apoia PT

Assim como Manuela D’Ávila deixou de concorrer a presidente, Abigail Pereira deixa de ser candidata a governadora

Por Paula Sperb Atualizado em 7 ago 2018, 15h30 - Publicado em 7 ago 2018, 11h58

Movimentação política semelhante à que se deu em nível nacional, quando Manuela D’Ávila abriu mão de concorrer à Presidência para apoiar o PT, ocorreu no Rio Grande do Sul. A então pré-candidata a governadora Abigail Pereira (PCdoB) anunciou no final da tarde de segunda-feira 6 que desistiu da candidatura para apoiar o PT.

Porém, diferentemente de Manuela, que será vice do candidato petista caso a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja impugnada, Abigail não será vice do candidato ao governo gaúcho pelo PT, o ex-ministro Miguel Rossetto. Abigail sairá como candidata ao Senado. A vice de Rossetto é Ana Affonso, vereadora petista no município de São Leopoldo.

Agora, a coligação tem dois candidatos para disputar as duas vagas no Senado: o atual senador Paulo Paim (PT), que tentará a reeleição, e Abigail. A comunista é natural de Caxias do Sul e já foi secretária estadual do Turismo. Em entrevista a VEJA, na condição de pré-candidata, declarou que, para ela, “privatização não é tabu”, e descartou que poderia ser vice de Rossetto.

O Progressistas (PP) também desistiu da candidatura própria ao governo gaúcho depois que a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) passou a ser vice de Geraldo Alckmin, em uma aliança com o PSDB. Agora, o então pré-candidato a governador Luis Carlos Heinze será candidato ao Senado. O PP gaúcho vai apoiar a candidatura de Eduardo Leite (PSDB).

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“Faremos a defesa da luta das mulheres, do nosso estado, trazendo desenvolvimento para o Rio Grande do Sul, ajudando Lula e Manuela colocar o país nos trilhos”, disse Abigail, ao fazer o anúncio da sua candidatura ao Senado.

“Queremos construir um grande programa que recupere a esperança do gaúcho para viver bem neste território, viver em paz nesse ambiente de criminalidade e violência, que faz com que o gaúcho viva com medo”, disse Rossetto, na coletiva de imprensa que anunciou a aliança.

O presidente estadual do PT, o deputado federal Pepe Vargas, disse que a aliança é justificada por uma “base programática” comum entre as legendas. “Desde o início da pré-campanha, nosso partido, tanto no estado como no Brasil, tem procurado defender a necessidade de construir as condições de interromper o projeto que o desgoverno Temer e o desgoverno Sartori estão implementando no estado”, disse Adalberto Frasson, presidente do PCdoB gaúcho, aos jornalistas.

Rossetto tem como principal adversário o atual governador José Ivo Sartori (MDB), que aparece como líder nas pesquisas eleitorais. A candidatura de Sartori só foi anunciada no último domingo (5) durante a convenção do MDB. Sartori, entretanto, tentará romper com a “tradição” política do estado de não reeleger nenhum governador desde a redemocratização.

Nacionalmente, o Rio Grande do Sul emplacou quatro candidatos a vice-presidente, nas chapas de Alckmin (PSDB), Bolsonaro (PSL), Lula (PT) e Meirelles (MDB).

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