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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

No RS, estudante de medicina é preso em flagrante por pedofilia

Cerca de 12 mil arquivos de pornografia infantil foram encontrados no computador do universitário, que atuava como voluntário em eventos com crianças

Por Paula Sperb Atualizado em 19 set 2017, 19h49 - Publicado em 19 set 2017, 11h58

Um estudante de medicina de 27 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil, em Porto Alegre, por suspeita de pedofilia. O universitário armazenava mais de 12 000 imagens de pornografia infantil em seu computador e fazia trabalho voluntário em ações com crianças. Ele foi preso enquanto trabalhava de plantão em um hospital.

A investigação teve início em São Paulo, em abril, após a denúncia de um pai que descobriu que seu filho estava sendo assediado pela internet com troca de mensagens. O pai comunicou à polícia, que encaminhou o caso para o Rio Grande do Sul. A foto do garoto assediado, que deu início à investigação, foi encontrada no computador do rapaz durante a execução do mandado de busca e apreensão realizado na casa do suspeito na manhã desta terça.

“Tem que louvar a atitude do pai. Crianças e adolescentes não têm direito (total) à privacidade. O pai e a mãe têm que saber o que os filhos fazem na internet”, disse o promotor Júlio Alfredo, da área da Infância e Juventude do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), em coletiva de imprensa nesta manhã.

Estudante do sétimo semestre, ele chegou a usar a rede da universidade para fazer contatos com crianças e compartilhar material ilegal, segundo o MP. Polícia e promotoria não divulgaram o nome, universidade e local do trabalho do suspeito. As autoridades não informaram se ele planejava ser pediatra.

“Tinha vários arquivos com os nomes de meninos”, disse o promotor. Segundo ele, conforme a investigação avançar, é possível que novas vítimas sejam descobertas.

O material apreendido será analisado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). O MP pediu à Justiça que o suspeito seja preso preventivamente, mas ainda não obteve a decisão. Foi estipulada uma fiança de 20.000 reais, segundo o MP. A quantia foi paga pelo suspeito, que foi liberado, de acordo com o jornal Zero Hora.

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