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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

Não há ‘ameaça concreta’ à segurança, diz ministro da Justiça

Torquato Jardim, ministro da Justiça, esteve em Porto Alegre para tratar sobre operação de segurança para o julgamento do ex-presidente

Por Paula Sperb Atualizado em 19 jan 2018, 19h49 - Publicado em 19 jan 2018, 18h54

Enquanto magistrados relataram receber ameaças em razão do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse nesta sexta-feira, em Porto Alegre, que não há “ameaça concreta”, apenas “discurso agressivo”.

O ministro esteve na capital para tratar com o governo do estado sobre a operação de segurança para a semana do julgamento de Lula. Jardim também se encontrou com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz.

“Nem ele [secretário de segurança Cezar Schirmer] nem eu até agora recebemos qualquer informação concreta de nomes ou ação de ameaças. Há muita informação na internet, é natural, rede social é para isso mesmo. Mas em momento algum recebemos aviso concreto com ameaça concreta. Se isso acontecer, tanto o governo do estado como o governo federal atuarão imediatamente por intermédio de seus órgãos de inteligência e investigação”, disse o ministro a jornalistas no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.

VEJA desta semana mostra que um militante está sendo investigado pela Polícia Federal por um áudio divulgado no WhatsApp em que planejava ações violentas.

  • “Há muito discurso agressivo prometendo ações ilegais, mas é um discurso que nós repudiamos. Uma coisa é o grito de discurso, de retórica, outra [coisa] é a ação. Não me preocupa o grito, não me preocupa a ameaça, desde que ela se mantenha no campo do grito e da ameaça, desde que não se transforme em ação física e ilegal. Se for ação física e ilegal, as forças de segurança cumprirão o papel”, falou Jardim.

  • O ministro disse que o julgamento será um “momento histórico” e que “a manifestação livre do pensamento e da vontade está garantida na Constituição”. Os movimentos sociais farão um acampamento no Anfiteatro Pôr do Sol, a 2 quilômetros do TRF4, a partir de segunda-feira.

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