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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

Franquia gaúcha de hambúrguer artesanal chega a São Paulo em 2018

Severo Garage também inaugura restaurantes em Florianópolis e Belo Horizonte; preço dos combos é competitivo com redes multinacionais

Por Paula Sperb - Atualizado em 23 fev 2018, 14h43 - Publicado em 23 fev 2018, 12h18

Criada em meio a crise econômica que afetou o país em 2016, a Severo Garage, de Porto Alegre, agora expande uma rede de franquias além do Rio Grande do Sul. Até julho, um restaurante com cara de garagem e cardápio com preços acessíveis – um combo com hambúrguer artesanal, fritas e bebida sai por 26,00 – será inaugurado em São Paulo. A loja paulistana deve ficar localizada em Pinheiros ou Itaim Bibi.

Antes disso, Belo Horizonte receberá uma loja da Severo Garage que inaugura no próximo mês e, desde janeiro, Florianópolis já conta com uma unidade. No total, serão onze lojas da rede. Os sócios, porém, querem abrir vinte restaurantes até o final do ano e iniciaram o projeto de internacionalização.

Os lanches, todos com hambúrguer de 180g de carne de vazio, levam nomes que lembram automóveis queridos pelos brasileiros como Fuca, Chevettera, Opalão e Dojão – a versão vegetariana é chamada de Bike. É possível “turbinar” o pedido com ingredientes extras. Cerveja e chopp artesanal fazem parte das opções de “combustível”. A decoração tem placas de carros, calotas e, em algumas lojas, até uma Kombi.

“A gente queria um modelo de restaurante menor, com mais rotatividade e preço mais competitivo. O modelo deu muito certo em apenas um ano e meio”, contou a VEJA Hélio Pacheco de Campos Nelsis, de 38 anos, um dos sócios da Severo Garage.

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Primeira Severo Garage, em Porto Alegre. Capital gaúcha já conta com franquias que também serão inauguradas em outras cidades brasileiras Ricardo Barcellos/Divulgação

A ideia de uma loja mais compacta surgiu porque os sócios já possuíam um restaurante de hambúrguer artesanal, o Severo Burguer, com preços mais elevados quando comparados com os vendidos nas “garagens”. Diferentemente da loja “mãe”, nas franquias, o cliente faz seu pedido no caixa, retira o hambúrguer e escolhe seu lugar para comer. A cozinha é menor, assim como o cardápio. Cada franquia conta em média com dez funcionários. Essas características fazem com que o preço dos combos seja competitivo com redes como McDonalds e Burguer King. “São locais para lanches rápido”, explica Nelsis sobre as franquias.

Os sócios já rejeitaram dezenas de pessoas que queriam ser franqueados porque selecionam minuciosamente o perfil. “Não basta ter o capital necessário”, disse Nelsis. Para abrir uma franquia, como a que será inaugurada em São Paulo, o valor total inicial varia entre 280.000 a 380.000 reais, incluindo a “taxa de franquia”.

A primeira Severo Garage, na Avenida Venâncio Aires, em Porto Alegre, vende em média 300 hambúrgueres por dia. A primeira franquia, também na capital gaúcha, no Boulevard Assis Brasil, chegou a vender 600 lanches diariamente nos primeiros meses. Esses números fizeram com que o lucro do primeiro ano, durante a crise econômica, fosse de 300.000 reais – que pagou todo o investimento feito na primeira loja.

É Nelsis quem elabora o cardápio da Severo Garage. Cada receita é criada por ele, que antes de ter o restaurante preparava hambúrgueres para seus amigos. Todos insumos são naturais, com receita de pão exclusiva e hambúrguer com carne de vazio. A cada mês, um hambúrguer novo entra no cardápio e deixa saudade nos clientes, conta o sócio.

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Franquia chegou a vender 600 hambúrgueres por dia Ricardo Barcellos/Divulgação

É ele também que cuida pessoalmente das redes sociais da Severo Garage com apoio de sua mulher, Mariana Santos. “Se entra uma mensagem nas redes sociais às 22h, eu respondo. Nem sempre uma empresa atenderia nesse horário. Um dia alguém de outra cidade queria vir conhecer o restaurante, mandei o mapa e referências”, relembra.

Além de Nelsis, também são sócios do negócio os engenheiros Rogério Diase Geraldo Nunes, e o comunicador Alexandre Fetter. Antes de se dedicar exclusivamente à empresa, Nelsis era advogado e tinha um escritório de advocacia. A família, com juízes, desembargadores e procuradores, apostava que ele seguiria o mesmo caminho. “Prefiro trabalhar 18h por dia em algo que eu gosto do que ter mais tempo e estar infeliz. Me diziam que eu ia ‘ser chapeiro’, ‘feder a gordura’, mas deu muito certo. Me realizei ao trocar de profissão”, conta.

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