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‘Atentado à democracia’, diz Raquel Dodge sobre morte de Marielle

Procuradora-geral da República espera que assassinato seja desvendado antes de necessidade de federalização

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse na manhã desta sexta, em Porto Alegre, que o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), no Rio de Janeiro, é um “atentado à democracia”. Além disso, Dodge disse que espera que o crime seja solucionado pelas autoridades estaduais antes que seja necessário federalizar a investigação. Dodge está na capital da gaúcha para participar de reuniões sobre o balanço dos quatro anos da operação Lava Jato.

“Assassinatos de líderes políticos são um atentado à democracia. A vereadora Marielle era uma importante líder política do estado do Rio de Janeiro e era uma líder porque era defensora dos direitos humanos, ela dava voz à comunidade, dava voz aos que não têm voz. Ela conseguiu, por sua ação vibrante, expressiva, ser a voz da comunidade contra a violência policial, contra a corrupção de verbas públicas. Estes dois temas estão unidos”, disse Dodge à imprensa.

A procuradora-geral disse que espera que o crime seja desvendado e punido antes de uma possível federalização da investigação, por meio da participação da Polícia Federal. “O pedido de federalização é um passo que será avaliado oportunamente na medida em que essas investigações se desenrolem. Nossa expectativa é que isso não seja necessário. Temos um país em que o nível de impunidade é ainda muito elevado, [por isso] acompanhamos todas essas investigações com muita seriedade desde o seu nascedouro”, afirmou.

A procuradora-geral encontrou o interventor do Rio de Janeiro, o general do Exército Walter Souza Braga Netto, na última quinta-feira. Ela espera que o acompanhamento do MPF sirva de estímulo para desvendar o caso. Ela também encontrou membros das promotorias estadual e federal, Polícia Civil e secretaria de segurança pública.

“Nosso primeiro esforço foi entender esse crime na gravidade que ele tem. Não é simplesmente o assassinato de uma pessoa importante. É um assassinato de uma líder política, de uma defensora de direitos fundamentais. É assim que esse fato precisava ser visto, no contexto do que ele representa não só para uma vida humana, para a vida de duas famílias, mas também do contexto da vida política do Rio de Janeiro e do nosso país”, disse Dodge.

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  1. Paulo Bandarra

    Atentado a democracia é políticos darem apoio ao crime organizado.

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  2. Ataíde Jorge de Oliveira

    Miséria-‘U’maN@
    DDªPgR: NaDa + !
    ?p/Q “este”_’pt’$Çö£ _s a c r i f i c o u
    “£A_Be££e” MARyE££E,pT — HëM, P/q !!
    ps–aH, os proFF’$ de hisTóRIA: O “Requinte de Perversidade”,VEjA 😮

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  3. Atentado à Democracia, ao Estado de Direito Constituído, etc…etc….Balela. A morte dessa moça deveria ser tratada como de tantas outras e de policiais, e de pais e mães de família que nem direito a uma nota no jornal tiveram. Coisas de esquerdopatas e de quem TEM QUE SER, em virtude de seu cargo ou trabalho, Politicamente Correto. Lamentável toda essa comoção. Direitos “dos manos” 1 X Igualdade 0.

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  4. Atentado a democracia é o judiciário corrupto e a favor das elites.

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  5. Pedro Luiz Gianoto

    Com todo o respeito ao fato de mais uma vida sendo ceifada de forma tão brutal! Mas a morte de “…mais de 61 mil assassinatos, Brasil tem recorde de homicídios em 2016” EBC Agência Brasil – (30-10-17) também não é 61.000 atentados à Democracia? 1° Semestre de 2017 – 28.2 mil homicídos…e por aí vai…Atentado à democracia! É a quadrilha que se instalou no poder, que mataram e matam sem dó nem piedade as esperanças do Povo Brasileiro. Todos os dias somos “assassinados”, todos os dias…é um buraco sem fim.

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  6. sinesio gimene

    mataram um politico é atentado a democracia, agora matar milhoes nao é ? contraditório, quando politicos matam com o poder da caneta , nao acontece nada, enrolam , soltam, deixam pra lá , agora matar um deles ha nao pode é atentado , voces criam atentado todos os , dias seu bandos de terroristas, criam zica, dengue , febre amarela, tocam o horror na cabeça do povo e nao é crime , hipócritas

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