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Ricardo Rangel

Uma nova Gettysburg

Como em 1863, o que está em jogo é a democracia

Por Ricardo Rangel Atualizado em 4 nov 2020, 21h47 - Publicado em 4 nov 2020, 17h38

“Há 87 anos, nossos antepassados fundaram, neste continente, uma nova nação, concebida na liberdade e dedicada ao princípio de que todos os homens nascem iguais. “Encontramo-nos atualmente empenhados em uma grande guerra civil, pondo à prova se essa nação, ou qualquer outra assim concebida e assim consagrada, pode perdurar. Estamos em um grande campo de batalha dessa guerra. (…)

“Cumpre a nós (…) dedicarmo-nos aqui à obra que permanece inacabada diante de nós (…), que solenemente decidamos que esta nação, com a graça de Deus, renasça na liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareça da face da Terra.”

Abraham Lincoln, no discurso de Gettysburg, em 1863.

Gettysburg foi a batalha mais disputada e sangrenta da Guerra Civil americana. Foi também a reviravolta, o momento em que as forças da União — que defendia a abolição da escravatura — começaram a derrotar o Sul — que defendia seu “direito” de manter escravos humanos.

A eleição americana tem, pela primeira vez em muito tempo, um candidato — Donald Trump — que não respeita as regras democráticas, acredita que algumas pessoas são melhores do que outras, que os direitos de certas pessoas não precisam ser respeitados, que vale tudo — inclusive cantar vitória antes da hora e denunciar fraudes inexistentes —  para vencer.

Assim como em 1863, o que está em jogo em 2020 é o futuro dos princípios democráticos. E como em 1863, a batalha está sendo encarniçada.

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