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Ricardo Rangel

Três perguntas sobre a choupana de Zero Um

O senador Flavio Bolsonaro é um homem que gosta de viver perigosamente

Por Ricardo Rangel Atualizado em 4 mar 2021, 10h12 - Publicado em 3 mar 2021, 19h21

Flávio Bolsonaro adquiriu uma modesta choupana em Brasília.  Tem 2.400 metros quadrados de terreno, 1.100 metros quadrados de área construída e saiu pela bagatela de seis milhões de reais. É quase quatro vezes o patrimônio que o bravo senador declarou em 2018. Pagou metade financiado em 30 anos e a outra metade, é de se supor, à vista.

Diante desse estupefaciente fato, três perguntas vêm à mente.

1. Quem foi o desvairado que aprovou financiar o que quer que seja para Flávio Bolsonaro?

2, Onde Flávio arrumou três milhões (mais do que seu patrimônio inteiro) para dar de entrada?

3. O que o Zero Um tem na cabeça para, logo depois que o STJ (aos 48 do segundo tempo, com gol de mão) permitiu que escapasse às garras dos procuradores no processo das rachadinhas, decidir dar essa sopa ao Ministério Público?

A resposta à primeira pergunta é óbvia: um banco público. Mais especificamente, o BRB, Banco de Brasília, cujo controlador, o Distrito Federal, é governado por Ibaneis Rocha, amigo de fé, irmão, camarada, de Jair Bolsonaro. E que, pelo jeito, tem tanto cuidado com a poupança de seus clientes quanto tem por sua saúde.

A resposta à segunda pergunta também é óbvia, todo mundo sabe qual é, mas não sou eu que vou escrever.

Por fim, a resposta à última pergunta é a certeza absoluta de que vai ficar por isso mesmo. Vamos torcer para o Zero Um estar enganado desta vez.

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