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Ricardo Rangel

Sergio Moro gosta de uma confusão

O ex-juiz, ex-ministro, ex-candidato e atual consultor precisa de um analista de RH

Por Ricardo Rangel Atualizado em 2 dez 2020, 18h22 - Publicado em 2 dez 2020, 17h30

Sergio Moro aceitou emprego em uma consultoria especializada em recuperar empresas em graves dificuldades, como Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Sete Brasil. Os adversários de Moro o acusaram de deslizes éticos e de interesses recônditos. Foi uma confusão. Não foi a primeira vez.

O desempenho profissional de Sergio Moro como juiz criou graves dificuldades para Lula e o PT, o que acabou por facilitar a eleição de Jair Bolsonaro. Foi uma tremenda confusão na época.

Todo mundo sabia que Bolsonaro não era de confiança nem nunca esteve interessado em combater a corrupção, mas, assim mesmo, Moro foi ser ministro do presidente que ajudou a eleger. Os problemas éticos de sua decisão eram óbvios e incontornáveis, e, claro, deu confusão.

Bolsonaro logo se desentendeu com seu ministro, e a convivência entre os dois foi uma confusão permanente.

Moro aguentou as humilhações permanentes por muito mais tempo do que o recomendável, mas acabou saindo. E saiu atirando, o que uma confusão dos diabos.

Moro então passou a dar entrevistas e dar palpites sobre tudo, alimentando as conjecturas de que poderia ser candidato a presidente da República. Mais confusão.

E, agora, Moro foi prestar consultoria logo para as empreiteiras que condenou.

Sergio Moro precisa de alguém de Recursos Humanos que o ajude a planejar a carreira.

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