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Ricardo Rangel

O baião do DEM com o PSDB: Aécio pra lá, Rodrigo pra cá

Se Doria expulsar Aécio e Rodrigo Maia for para o PSDB, fica tudo mais fácil de entender

Por Ricardo Rangel Atualizado em 10 fev 2021, 09h59 - Publicado em 9 fev 2021, 20h29

O terremoto que ACM Neto provocou no DEM é desastroso para os que querem derrotar Bolsonaro no ano que vem, mas pode desanuviar o cenário político, confuso porque há bolsonaristas e antibolsonaristas na maioria dos partidos.

Rodrigo Maia vai sair do DEM e pode levar com ele dezenas de antibolsonaristas, como o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, e o ex-ministro Mandetta. O tumulto reinante dá ao governador João Doria a chance de atrair Maia e seus companheiros e de se livrar de Aécio Neves (que atuou para transferir votos do bloco de Rodrigo para o bloco bolsonarista) e de outros membros simpáticos a Bolsonaro.

Se Doria conseguir expulsar Aécio, e Rodrigo se juntar a ele, o resultado será que a parte antibolsonarista do DEM migra para o PSDB, e a parte bolsonarista do PSDB tende a migrar para o DEM.

Ou seja, o DEM volta a ser aquilo que nunca deixou de ser por completo: o PFL, partido com viés adesista ao governo e com tolerância para arroubos autoritários. E o PSDB passa a ser um partido integralmente antibolsonarista e líder indiscutível do que pretende ser uma frente anti-Bolsonaro.

Fica tudo muito mais fácil de entender.

Mas, claro, o PSDB precisa se decidir a expulsar Aécio — só que Aécio foi pego com a boca na botija do Joesley vai fazer três anos e até agora o partido não tomou uma providência.

O PSDB, como se sabe, é um partido de indecisões rápidas.

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