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Ricardo Rangel

Luciano Bivar não falha

A consistência é a marca registrada do presidente do PSL

Por Ricardo Rangel - 13 jul 2020, 13h53

No final de 2017, Jair Bolsonaro foi conversar com Luciano Bivar, presidente do PSL, em busca de uma legenda para sua candidatura a presidente da República. Saiu dizendo que poderia ser candidato pelo partido. O Livres, movimento liberal que tinha um acordo com Bivar para transformar o Partido Social Liberal, em um partido efetivamente liberal, imediatamente o desmentiu. O representante do Livres na negociação com o PSL era o filho de Bivar, Sérgio.

Luciano Bivar desmentiu o desmentido do Livres dando a Bolsonaro a legenda que ele buscava. Bolsonaro entrou, o Livres saiu, e Sérgio, sentindo-se traído, rompeu com o pai.

Em 2019, Bolsonaro entrou em uma disputa com Luciano Bivar pelo controle da verba do partido. Bivar venceu, manteve o controle da verba e destituiu e puniu parlamentares bolsonaristas. Bolsonaro viu-se obrigado a abandonar o partido, ficando com sua base parlamentar reduzida à metade. “Esquece o PSL, o Bivar está queimado pra caramba”, lamuriou-se.

Mais recentemente, depois que apoiadores seus sofreram ações da polícia e Queiroz foi preso, Bolsonaro procurou Bivar em busca de apoio parlamentar. Bivar mostrou-se aberto a um acordo.

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“O PSL não está à venda”, desmentiram adversários de Bolsonaro no partido, como Joice Hasselmann e o Major Olímpio. Bivar desmentiu o desmentido destituindo Joice da liderança da legenda. Ato contínuo, o Major Olímpio ameaçou sair do partido. “Quem quer, faz. Não ameaça”, espicaçou Bivar.

Luciano Bivar não falha.

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