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Ricardo Rangel

É muita cara de pau

Arthur Lira e Rodrigo Pacheco não querem contar como o governo compra votos no Congresso

Por Ricardo Rangel Atualizado em 25 nov 2021, 10h24 - Publicado em 24 nov 2021, 18h24

O orçamento secreto, por meio do qual o governo compra votos no Congresso, é, evidentemente, imoral, aético, ilegal, inconstitucional e, possivelmente, criminoso.

A ministra Rosa Weber mandou suspender a execução e revelar quem mandou pagar quanto a quem e para quê.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, dizem que, veja bem, sabe como é, infelizmente não vai ser possível identificar e divulgar esses dados. É que a lei não previa esse nível de transparência.

Querem fazer crer que o relator, que pagou, pagou sem saber quanto era, quem pediu, para onde foi a título de quê. Como isso é impossível, ele deve ter esquecido, coitado.

A resposta de Lira e Pacheco não é apenas o cúmulo da desfaçatez: ela pode ser interpretada como crime de descumprimento de ordem judicial.

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