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Ricardo Rangel

Com oposição assim, quem precisa de aliado?

A conduta da oposição não foi menos vergonhosa do que a de Bolsonaro

Por Ricardo Rangel 2 fev 2021, 17h47

Se o comportamento de Bolsonaro, gastando bilhões para comprar apoio para seu candidato, foi ultrajante, o que dizer da patética conduta da oposição?

O DEM traiu Rodrigo Maia, e, sob as bênçãos do presidente nacional do partido, ACM Neto, uniu-se alegremente ao Centrão. Por um triz não embarcou no bloco de Arthur Lira.

O PSDB — em articulação feita por Aécio Neves, que nunca perde a oportunidade de oportunidade de manchar a memória de seu avô Tancredo — , também traiu e chegou a decidir abandonar o bloco de Baleia Rossi. Foi preciso que Doria e FHC intercedessem para impedir o vexame.

O MDB — que não é oposição desde que Tancredo Neves foi eleito, em 1985 — rachou na Câmara, e, no Senado, jogou sua própria candidata, Simone Tebet, ao mar. Afinal, Simone é a favor da Lava-Jata e o MDB é o “partido de moral homogênea” — na imortal definição feita pelo deputado Marcio Moreira Alves ainda antes de o partido mudar o nome para PMDB.

PT (que não foi um modelo de fidelidade a Baleia na Câmara) e PDT fizeram campanha aberta para o candidato de Bolsonaro no Senado — sim, pelos mesmos motivos pelos quais o MDB abandonou Simone Tebet. O PSB rachou e só não apoiou Arthur Lira porque a cúpula do partido vetou.

É essa a “oposição” que pretende derrotar Bolsonaro em 2022?

Ha.

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