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Ricardo Rangel

Bolsonaro, o insuperável

O Brasil tem um presidente com o qual é impossível se acostumar

Por Ricardo Rangel Atualizado em 8 nov 2021, 20h56 - Publicado em 5 nov 2021, 15h20

Nos últimos dias, Bolsonaro…

Não reconheceu, e esnobou, o vice-primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz.

Pisou no pé da primeiro-ministra alemã, Angela Merkel.

Confundiu o chanceler americano John Kerry com o comediante Jim Carrey, do filme Debi & Lóide.

Esnobou a COP-26 e foi fazer turismo na Itália.

Chamou a Torre de Pisa de torre de pizza.

Condecorou a si mesmo com a Ordem do Mérito Científico (ok, todo presidente já é o Grāo Mestre da Ordem, mas o fato é que Bolsonaro fez questão de publicar isso no Diário Oficial, o que é um negócio bem esquisito)  — há controvérsia sobre o que é mais espantoso, a auto-honraria em si ou a suposição de que um negacionista como Bolsonaro possa ter mérito científico.

Ao ser alertado que condecorara, com a mesma Ordem do Mérito Científico, um pesquisador responsável por demonstrar que a cloroquina não funciona para Covid-19, descondecorou-o.

Jair Bolsonaro é insuperável.

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