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Ricardo Rangel

Barbas de molho

O Brasil vai para o quinto ministro da Educação sem ter tido o terceiro nem o quarto. E nem o segundo nem o primeiro.

Por Ricardo Rangel - Atualizado em 6 jul 2020, 20h25 - Publicado em 6 jul 2020, 16h47

Bolsonaro convidou Renato Feder para ministro da Educação, mas, em vez de nomeá-lo, calou-se e esperou para ver a reação das redes, numa espécie de pré-fritura. Conforme esperado, as redes destruíram o novo ex-futuro-ministro: ao provar uma amostra grátis do que o esperava, Feder tirou o time de campo.

O Brasil vai para o quinto ministro da Educação sem ter tido o terceiro nem o quarto. E, pensando bem, sem ter tido nem o segundo nem o primeiro: um ano e meio depois da posse, Bolsonaro até hoje não teve um ministro da Educação digno do nome.

A ala “técnica” do governo, que acreditava ter suplantado a ala “ideológica”, e dava como favas contadas a substituição dos antiministros Ricardo Salles, do Meio-Ambiente, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, pode botar as barbas de molho. Não foi desta vez.

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