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Ricardo Rangel

Acreditem no que eu digo, não no que eu faço

Bolsonaro nega com palavras o que afirma com atos

Por Ricardo Rangel 13 ago 2020, 15h32

A resposta de Bolsonaro ao ultimato de Paulo Guedes foi… uma reunião. Após a reunião, anunciou — sem mencionar a reforma administrativa e de maneira meio vaga e pouco convincente — que vai respeitar o teto de gastos.

Horas antes da reunião, Bolsonaro havia entregado a liderança do governo na Câmara a Ricardo Barros. Deputado do PP (partido que foi o principal aliado do PT no petrolão), ex-ministro de Temer e adversário da Lava-Jato, Barros é interlocutor do ministro Luiz Eduardo Ramos no toma-lá-dá-cá do centrão com o governo.

“Presidente não derruba deputado, mas deputado derruba presidente”, disse Barros certa vez, sugerindo o quanto pode custar a Bolsonaro não ceder ao centrão. Ao fazer de Barros seu líder, Bolsonaro nomeou a raposa para representá-lo na venda e na entrega do galinheiro.

Bolsonaro negou com palavras à noite o que, à tarde, havia declarado com atos.

“O critério da verdade é a prática”, ensinou Karl Marx.

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