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ReVEJA Por Blog Vale a pena ler de novo o que saiu nas páginas de VEJA em quase cinco décadas de história

ReVEJA Alvaro Dias: Em 1989, comandava Estado ‘campeão de fartura’

Pré-candidato à Presidência pelo Podemos foi citado por VEJA pela primeira vez em 1975; em 1989 revista destacou sua aprovação como governador do Paraná

Por Redação - 22 jun 2018, 07h00

No dia 10 de setembro de 1975, uma reportagem de VEJA trazia um título que poderia ser usado hoje: “MDB Dividido”. A matéria mostrava a dificuldade do partido na convenção que renovaria a direção nacional. “Algumas provações foram provocadas pela imprevidência dos próprios emedebistas, sempre dispostos a cultivar um inexplicável apego às divisões internas”, dizia o texto sobre os desafios que o partido enfrentou desde a sua criação, em 1966. O então deputado federal Alvaro Dias aparecia nas páginas da revista pela primeira vez, comentando os bastidores do partido.

Matéria de VEJA em 10 de setembro de 1975 cita o então deputado federal Alvaro Dias; leia na íntegra em Acervo VEJA //VEJA

Onze anos depois, em 1986, ele foi eleito para governador do Paraná e sua gestão foi marcada por altos índices de aprovação. Em 27 de setembro de 1989, VEJA fez matéria destacando o crescimento do estado acima da média nacional. “Nunca crescemos tanto em tão pouco tempo”, disse o político na reportagem “O Segredo de um Campeão de Fartura”.

Matéria de VEJA de 27 de setembro de 1989 citava o crescimento do Paraná, Estado governado por Alvaro Dias; leia na íntegra no Acervo VEJA //VEJA

Em 14 de setembro de 1994, já no PP, Dias enfrentou outro pleito para o governo do estado. A campanha foi marcada por uma polêmica envolvendo um outdoor de seu adversário, Jaime Lerner (então no PDT), que foi pichado com as palavras “judeu” e “anticristo”. “Ele queria dar uma de vítima e montou esse espetáculo”, afirmou Dias, que estava atrás nas pesquisas.

“Dias atribui a baixaria a Lerner, mas comporta-se de forma covarde porque ressalta no programa eleitoral, de maneira indireta e pouco sutil, que o rival é judeu e ele não é. ‘Eu sou cristão e me revolto com pobreza e miséria’, recita com a Bíblia embaixo do braço”, contava a reportagem. O político acabou perdendo a eleição.

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Agora, em 2018, após passar pelo PSDB e PV, Dias deve passar por uma campanha ainda mais difícil. Ele é pré-candidato à Presidência pelo Podemos.

Matéria de VEJA de 14 de setembro de 1994 sobre campanha ao governo do Paraná; leia na íntegra em Acervo VEJA //VEJA
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