Clique e assine a partir de 9,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Vinte motivos de Collor para odiar a VEJA. Ou: O PT de antes e o PT de agora

O post abaixo foi publicado no dia 12 de maio deste ano. Atualizo a data para que apareça de novo na homepage só para que a gente relembre quem é Collor e para ele próprio se lembre de quem é. * É compreensível que o senador Fernando Collor odeie tanto a VEJA. As capas da […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 18 Feb 2017, 15h26 - Publicado em 12 Jun 2012, 19h01

O post abaixo foi publicado no dia 12 de maio deste ano. Atualizo a data para que apareça de novo na homepage só para que a gente relembre quem é Collor e para ele próprio se lembre de quem é.
*

É compreensível que o senador Fernando Collor odeie tanto a VEJA. As capas da revista que espelham a sua trajetória no poder falam por si, muito especialmente aquela em que Pedro, o irmão, conta tudo. Por que não lembrá-las? Todas as edições estão disponíveis aos leitores, mesmo aos não assinantes, na íntegra. Collor não detesta a revista porque ela tenha contado mentiras a seu respeito, mas porque os fatos irrefutáveis relatados em sucessivas edições resultaram na sua queda. O povo de Alagoas o elegeu senador. Tem uma mandato legítimo como o de qualquer outro. Mas não tem legitimidade para tentar intimidar a imprensa. Tampouco se apaga a sua história.

Este senhor precisa entender que a imprensa livre não existe por vontade dos políticos. Os políticos é que existem por vontade da democracia, de que a imprensa livre é um dos pilares.

Vejam. Volto para arrematar.

odio-collor-11

odio-collor-2

odio-collor-3

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

odio-collor-4

 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

odio-collor-5

odio-collor-6

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

odio-collor-7

 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

odio-collor-8

 

Continua após a publicidade

odio-collor-9

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

odio-collor-10

 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

odio-collor-111

 

Continua após a publicidade

odio-collor-12

odio-collor-13

 

Continua após a publicidade

odio-collor-14

odio-collor-15

 

Continua após a publicidade

odio-collor-16

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

odio-collor-17

veja-capa-caiu

odio-collor-18

odio-collor-19

Voltei
Nos anos de 1991 e 1992, o PT era um partido de oposição e achava que a VEJA prestava relevantes serviços ao país. E prestava mesmo! Ontem como hoje. Se algum parlamentar da base collorida sonhasse em enviar a imprensa para o banco dos réus, o partido certamente reagiria. Por amor à democracia? Não! Esse, tínhamos nós. Os petistas tinham apenas um projeto de poder.

Quando chegaram lá, elegeram a imprensa livre como sua principal adversária – justamente aquela que era paparicada na véspera. Afinal, algo havia mudado: no poder, o PT, como acontece com todo mundo que vence a eleição, deixou o papel de pedra para ser vidraça; deixou de investigar para ser investigado. E não se conformou.

Uma banda do partido não teve dúvida. Juntou-se com o seu adversário de antes – e as capas acima valem por uma folha corrida – para tentar perseguir o jornalismo independente. Tentem saber, hora dessas, por curiosidade, o que fazia o lixão que hoje ataca a revista. Para fazer o que se vê acima – e o que se viu nos governos que se sucederam –, é preciso ter coragem. Quem vive de rastros, implorando dinheiro oficial para existir, nao consegue ser dono nem da própria opinião, tanto menos de um jornalismo crítico e independente.

A imprensa que tem vergonha na cara não mudou. Essa é a história.

Texto publicado originalmente às 4h52
Publicidade