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Venezuela-Argentina: mais um caso de delinqüência continental

Por Ariel Palácios. Comento:O empresário venezuelano Guido Antonini Wilson complicou ontem a situação do governo de Cristina Kirchner no escândalo que ficou conhecido como “caso da mala”. Ele confirmou o envio clandestino, em agosto de 2007, de US$ 6 milhões de Caracas para Buenos Aires (e não mais US$ 5 milhões, como havia afirmado antes), […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 22 fev 2017, 21h13 - Publicado em 25 set 2008, 06h13

Por Ariel Palácios. Comento:
O empresário venezuelano Guido Antonini Wilson complicou ontem a situação do governo de Cristina Kirchner no escândalo que ficou conhecido como “caso da mala”. Ele confirmou o envio clandestino, em agosto de 2007, de US$ 6 milhões de Caracas para Buenos Aires (e não mais US$ 5 milhões, como havia afirmado antes), divididos em duas maletas, e disse que o destino do dinheiro era a campanha eleitoral de Cristina, eleita presidente da Argentina em outubro.
Diante da Justiça Federal americana em Miami, Antonini confirmou as conversas gravadas secretamente pelo FBI entre ele e agentes do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Segundo Antonini, o total de dinheiro estava dividido em uma maleta com US$ 790 mil, que ele carregava, e outra com US$ 4,2 milhões. O envio dessa verba seria um indício das conexões irregulares entre o governo Chávez e o casal Kirchner.
Antonini disse que as malas foram embarcadas em Caracas em um vôo fretado por funcionários do governo do então presidente argentino Néstor Kirchner. As malas foram colocadas no avião por Claudio Uberti, homem de confiança dos Kirchners, e Rafael Reiter, chefe de segurança da estatal venezuelana petrolífera PDVSA.
O “caso da mala” veio à tona em agosto do ano passado, quando Antonini tentou desembarcar em Buenos Aires com os US$ 790 mil. Acompanhado por executivos da PDVSA, o empresário chegou à cidade em um vôo fretado pela estatal energética argentina Enarsa.
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Comento
Eis aí: mais um caso de delinqüência continental. E envolvendo financiamento de campanha. Terá sido esse o primeiro caso na América do Sul? Pesquisem na Internet a promessa das Farc de doar US$ 5 milhões à campanha do PT no Brasil ou ainda os tais “dólares de Cuba”. Fantasia? O caso Venezuela-Argentina evidencia do que essa gente é capaz.

Está se construído uma espécie de eixo de “países solidários” no continente. E, à diferença do que dizem os bandoleiros, não para fortalecer a democracia, mas justamente para solapá-la sob a aparência de respeito às leis e à vontade das urnas. Se Hugo Chávez agiu daquele modo com uma corrente política da Argentina que não era exatamente sua subordinada, calculem o grau de interferência do tiranete de Caracas em países como Equador e Bolívia, que estão com as instituições virtualmente destruídas.

Reitero: essa gente toda está, de algum modo, abrigada sob o guarda-chuva do lulo-petismo. Como país que exerce, naturalmente, a liderança regional, em vez de lições de democracia e institucionalidade, o Brasil condescende com o que eles têm de pior.

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Ou me lembrem uma única vez em que Lula fez o contrário do que digo.

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