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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

VEJA 6 – Pós-sal: “Somos viciados em petróleo”

Por Gabriela Carelli:Jeremy Rifkin, de 63 anos, é o consultor a quem os governantes de alguns dos principais países europeus recorrem quando o assunto é energia. Na Alemanha, ele ajudou a implantar o plano de adoção de fontes renováveis que reduziu a dependência do petróleo e do gás no país. Fez o mesmo trabalho para […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 18h23 - Publicado em 20 dez 2008, 05h53
Por Gabriela Carelli:
Jeremy Rifkin, de 63 anos, é o consultor a quem os governantes de alguns dos principais países europeus recorrem quando o assunto é energia. Na Alemanha, ele ajudou a implantar o plano de adoção de fontes renováveis que reduziu a dependência do petróleo e do gás no país. Fez o mesmo trabalho para o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, para o presidente francês, Nicolas Sar-kozy, e para o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso. Autor de dezessete livros, Rifkin defende a tese de que a atual crise financeira, a crise energética e o aquecimento global estão interligados e não serão solucionados separadamente. “Eles se retroalimentam e, juntos, formam a pior das tempestades. Para sair do pântano financeiro e climático, é preciso acelerar a revolução verde”, ele diz. Rifkin deu a VEJA a seguinte entrevista.

Os países ricos entraram em recessão e muitos anunciaram cortes em vários setores da economia. O momento é adequado para investir em energias renováveis?
Este é o momento certo. Se não acabarmos agora com o vício do petróleo, os danos serão muito piores. Compara-se a crise atual com a Grande Depressão. Não há dúvida de que as duas têm pontos em comum, mas a devastação financeira e emocional provocada pela atual crise deixou parte do mundo cego para enxergar diferenças cruciais entre elas. Na década de 30, havia uma crise econômica. Hoje, o planeta enfrenta três crises simultâneas: a financeira, a energética e o aquecimento global. É o que chamo de a tripla armadilha. Elas estão interligadas e se retroalimentam. Não há como resolvê-las separadamente. Em breve, seremos 9 bilhões de habitantes no planeta. O impacto dessa população na produção de bens e no consumo será enorme, por mais que haja desaceleração econômica. Isso aumentará ainda mais a demanda por petróleo e outros combustíveis fósseis, como carvão e gás, cada vez mais escassos. Se não houver uma mudança, vamos entrar numa roda-viva de turbulências.

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