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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Temer, Renan e Cármen Lúcia se encontram; baixa a tensão

Os chefes dos Três Poderes estiveram, com outras autoridades, na solenidade de lançamento de um pacto pela segurança pública

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 21h27 - Publicado em 28 out 2016, 16h37

Ainda volto ao assunto. Mas vejam a vantagem de se ter na Presidência alguém que tenta tornar as crises menores, em vez de acirrá-las. Já chego lá.

Os chefes dos Três Poderes se reuniram em Brasília na manhã desta sexta e assinaram um pacto federativo pela segurança pública. Além de Michel Temer, representando o Executivo; Renan Calheiros, o Legislativo, e Carmen Lúcia, o Judiciário, participaram do encontro Rodrigo Maia, presidente da Câmara; Rodrigo Janot, procurador-geral da República; Alexandre de Moraes, ministro da Justiça; Raul Jungmann, ministro da Defesa; Leandro Daiello, diretor da Polícia Federal; José Serra, ministro das Relações Exteriores; Claudio Lamachia, presidente da OAB, e os comandantes militares.

Apesar do clima tenso dos últimos dias, com troca de farpas entre Renan e Carmen Lúcia, o evento transcorreu de forma tranquila. Essa foi a primeira de uma série de reuniões para discutir o aumento da criminalidade no país e buscar soluções para as vulnerabilidades nas fronteiras, por onde entram drogas e armas. As próximas serão com governadores e secretários de Segurança Pública dos estados.

Ao chegar à reunião, Temer foi questionado por repórteres sobre uma possível “crise institucional” que o governo estaria enfrentando. O presidente se recusou a comentar o assunto e disse que a pauta era segurança pública. Nos bastidores, porém,  ele vem tentando acalmar os ânimos. E a ação do presidente vem dando certo.

Segundo informa a Folha, Renan ligou na noite desta quinta para Cármen Lúcia e pediu desculpas. Afirmou à ministra que a respeitava e admirava seu trabalho à frente do Judiciário. Depois, explicou que suas declarações têm de ser vistas como uma defesa do Legislativo, na mesma linha do que fez a ministra ao rebater as suas críticas: estaria em defesa do Judiciário.

Durante a conversa, o presidente do Senado disse ainda ter sido mal interpretado em suas declarações. Ele afirmou que não era seu objetivo fazer ataques pessoais ao Judiciário como um todo, mas a uma decisão que, em sua opinião, era ilegal.

Melhor assim. Mas há muita coisa a dizer ainda.

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