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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Também o ano que vem está perdido para o crescimento, prevê Itaú. Ou: Dilma dobrou a meta que não tinha, e inflação passa dos 9%

É claro que ninguém precisa acreditar nas projeções do Itaú. Se você quiser, leitor amigo, eu posso até lhe arrumar o telefone de Guido Mantega… O fato é que a maior instituição financeira privada do país reviu seus cálculos para a economia. O banco prevê uma recessão de 1%. Ops! Esse número vermelho é para […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 00h44 - Publicado em 11 ago 2015, 02h38

É claro que ninguém precisa acreditar nas projeções do Itaú. Se você quiser, leitor amigo, eu posso até lhe arrumar o telefone de Guido Mantega… O fato é que a maior instituição financeira privada do país reviu seus cálculos para a economia.

O banco prevê uma recessão de 1%. Ops! Esse número vermelho é para 2016, o ano que vem. Em 2015, o PIB encolhe 2,3%. O Boletim Focus desta segunda já chegou a menos 1,97%.

E o superávit primário? Segundo o Itaú, não haverá — nem de 0,15%. E, mesmo para esse nada, será preciso fazer sacrifício. Hoje, o país está em déficit primário. Nos anos vindouros, o banco antevê superávit de 0,2%, 0,6% e 0,9% do PIB — vale dizer: uma mixuruquice. A dívida pública bruta pode alcançar 70% do PIB. Neste ano, antevê o banco, a inflação fica em 9,3%. Em 2016, mesmo com recessão, 5,8% —  bem acima do centro da meta, que é de 4,5%.

Aliás, resolvido o mistério. O centro da meta da inflação era 4,5%, certo? Certo! Dilma deu de ombros e disse a seus subordinados: “Nós não vamos ter meta. Vamos deixar a meta aberta”. E deixou. Ousada, ela avançou: “Quando atingirmos a meta, vamos dobrar as meta”. E ela dobrou, com alguma vantagem, aqueles 4,5%, e a inflação já passa de 9%. Eis uma mulher de palavra.

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