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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Sob pressão do PT, ministro defende regular mídia sem controlar conteúdo

Leiam o que informam Tai Nalon e Julia Borba, na Folha. Volto no próximo post. Em um momento em que a volta do debate pelo controle dos meios de comunicação por alas do PT culminaram na saída de Helena Chagas da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o ministro refutou, entretanto, que o governo queira encampar regulação […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 04h32 - Publicado em 3 fev 2014, 16h22

Leiam o que informam Tai Nalon e Julia Borba, na Folha. Volto no próximo post.
Em um momento em que a volta do debate pelo controle dos meios de comunicação por alas do PT culminaram na saída de Helena Chagas da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o ministro refutou, entretanto, que o governo queira encampar regulação de conteúdo. “Em primeiro lugar eu sou favorável à regulação da mídia. Eu acho que sempre falei isso, sempre defendi. Nós precisamos apenas nos colocar sobre qual vai ser o modelo, sobre qual a forma de conduzir isso, se nós vamos fazer um projeto único ou por partes”, disse Bernardo. “Eu, por exemplo, tenho uma visão sobre o projeto que o ministro Franklin [Martins, ex-ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social] trabalhava que eu acho que temos que incluir questões essenciais, por exemplo, sobre o que acontece na mídia de internet”, continuou.

Segundo ele, o governo deve impor controle sobre empresas que monopolizam o mercado da internet e criam situações de competição desigual e tributação diferenciada. “Acho que o Google está se tornando o grande monopólio da mídia. E a gente vê assim uma disputa entre teles e TVs que, provavelmente, se durar mais alguns anos o Google vai engolir os dois.”

“Inclusive, os meus companheiros do PT que às vezes se colocam favoráveis a esse tema é importante contribuir também com ideias e com o que vamos fazer a respeito dessas questões. É uma relação que acaba ficando assimétrica, de empresas que começam a vender serviços pela internet e não tem as mesmas responsabilidades que os veículos tradicionais”, continuou Bernardo. Segundo ele, uma forma é começar a taxar a publicidade que hoje é paga no exterior. “Não estou falando de regular conteúdo. Sou absolutamente contra. Agora, nós podemos ter dois tipos de veículo vendendo publicidade? Um pagando imposto e outro pagando nada? Isso eu acho que tem de ser visto. Essa discussão eu coloco assim até como um elemento para contribuir com um eventual debate.
(…)

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