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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Sindicato de professores do Rio volta a defender parceria com “black blocs”: são sempre “bem-vindos”. Como se vê, eu estava certo!

Escrevi um post às 4h05 da manhã em que afirmava que o Jornal Nacional está errado ao afirmar que existe uma diferença entre as “manifestações pacíficas” dos professores, no Rio, e os atos violentos dos “black blocs”. Sustentei que a afirmação contraria os fatos, as evidências, as provas. Publiquei fotos demonstrando que estão juntos. Mais do […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 16 fev 2017, 14h37 - Publicado em 9 out 2013, 21h45

Caetano black bloc

Escrevi um post às 4h05 da manhã em que afirmava que o Jornal Nacional está errado ao afirmar que existe uma diferença entre as “manifestações pacíficas” dos professores, no Rio, e os atos violentos dos “black blocs”. Sustentei que a afirmação contraria os fatos, as evidências, as provas. Publiquei fotos demonstrando que estão juntos. Mais do que isso: publiquei um vídeo em que lideranças da greve saúdam os bandoleiros e demonstram a sua gratidão. Para quem ainda não viu, segue abaixo de novo. Volto em seguida.

Retomo
Como se vê, além de demonstrar que estão juntos, aquele rapaz que discursa incita, na prática, a violência contra os policiais, comparando-os, adicionalmente, a nazistas. Para ele, os PMs são tão culpados por aquilo que chama “repressão” como os comandantes.

Muito bem!

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Uns bocós acharam que eu estava só pegando no pé da Globo, fazendo uma picuinha qualquer. Não! Eu estava tratando de um fato. Nesta quarta, o sindicato dos professores decidiu manter a greve e ainda publicou um manifesto que é de lascar.

Em entrevista ao Jornal O Dia, o coordenador-geral da entidade afirmou: “As manifestações dos profissionais de educação continuarão a ser organizadas pelo Sepe, mas os Black Blocs serão sempre bem-vindos. O Sepe não pode se responsabilizar por atos anteriores, mas, nos protestos dos professores, os causadores dos conflitos não foram os Black Blocs e sim a polícia”.

Só isso? Não! Há mais. Num manifesto, o Sepe sugere que ele próprio pode montar a sua tropa: “O Estado e seus gestores (Sérgio) Cabral e (Eduardo) Paes iniciaram uma ofensiva militar contra os movimentos sociais e a nossa greve, através de choques, bombas e sprays de pimenta. Devemos nos defender e seguir nas ruas”.

Os fatos falam por si.

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O Jornal Nacional já tratou da greve e não informou a reiteração da parceria.

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