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Se oposição tivesse se mobilizado, teria forçado ao menos a realização do 2º turno, mas se calou de novo!

Pois é… Faltou pouco, não? Participaram do pleito para a presidência da Câmara 497 deputados — 16 não compareceram. Para se eleger no primeiro turno, Henrique Eduardo Alves precisava de metade mais um (no caso, metade mais 0,5) dos votos dos que participaram do pleito: 249. Como obteve 271, ficou com uma sobra de 22 […]

Pois é…

Faltou pouco, não? Participaram do pleito para a presidência da Câmara 497 deputados — 16 não compareceram. Para se eleger no primeiro turno, Henrique Eduardo Alves precisava de metade mais um (no caso, metade mais 0,5) dos votos dos que participaram do pleito: 249. Como obteve 271, ficou com uma sobra de 22 votos.

O que isso quer dizer? Isso quer dizer que, se a oposição tivesse se mobilizado em favor de Júlio Delgado (PSB-MG), teria sido grande a chance de um segundo turno. Poderia, aliás, por que não?, ter lançado um outro candidato. E por que um segundo turno é importante? Já escrevi bastante a respeito: para a oposição lembrar ao eleitor que ela existe; para evidenciar que aposta numa alternativa; para se conectar com os brasileiros descontentes com a lambança. Mas isso não aconteceu. Preferiu dar a vitória ao Planalto sem chiar.

Em 2007, Aldo Rebelo (PCdoB), hoje ministro do Esporte, disputou a reeleição à Presidência da Casa — havia sido eleito na esteira da crise que resultara na renúncia de Severino Cavalcanti, em setembro de 2005. Notem bem! ALDO ERA GOVERNISTA! Mesmo assim, Arlindo Chinaglia, do PT, foi para a disputa. No segundo turno, o petista venceu por 261 votos a 243 — no primeiro, 236 a 175. Consta que uma parcela do tucanato acabou apoiando o petista

Dizer o quê? Se os tucanos conseguissem ao menos obter benefícios substantivos com essa postura, as minhas observações seriam ocas, idiotas mesmo. Mas me parece que o que temos é o exato contrário. A tucanada só quebra o bico. No Congresso, diminui em vez de aumentar, expondo-se à chacota até daqueles que não simpatizam com o petismo.

Era possível derrotar Alves no segundo turno? Muito difícil! Além de ter de contar com o apoio maciço de quem fez outras escolhas que não os dois primeiros, Delgado precisaria tomar votos de Alves. Esse não é, escrevo de novo, o ponto. Eu estou aqui a dizer que a oposição perdeu mais uma chance de dizer por que, afinal de contas, existe.

Sem óbices de natureza ética a nenhum dos dois candidatos em 2007, assistiu-se a uma disputa que teve de caminhar para o segundo turno. Agora, mesmo Alves sendo esse exemplo que é de patriotismo e de dedicação à causa pública, tudo se resolve no primeiro… 

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