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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Saúde 6 – Funasa começou a obra, mas não terminou

Por Lígia Formenti, no Estadão:O corpo está tão acostumado que não precisa de relógio para acordar. Todos as noites, Rosilene Santos da Luz, de 43 anos, levanta-se e chama o marido, José Ribamar. Ela com dois baldes menores, ele com o maior, vão até a rua da casa onde moram há 13 anos, em Paço […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h02 - Publicado em 23 dez 2007, 04h51
Por Lígia Formenti, no Estadão:
O corpo está tão acostumado que não precisa de relógio para acordar. Todos as noites, Rosilene Santos da Luz, de 43 anos, levanta-se e chama o marido, José Ribamar. Ela com dois baldes menores, ele com o maior, vão até a rua da casa onde moram há 13 anos, em Paço do Lumiar (MA), para pegar água. São várias viagens entre a torneira que recebe água de ligação clandestina, na rua, até um tanque nos fundos de casa.
Deveria ser diferente. Em 2006, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) liberou recursos para obras de abastecimento de água e melhorias sanitárias em quatro cidades do Maranhão, incluindo Paço do Lumiar. Mas até hoje as obras não foram concluídas, embora as primeiras parcelas dos convênios tenham sido liberadas antes mesmo que a parte técnica dos projetos fosse analisada. Ao todo, foram liberados R$ 2,9 milhões para cinco obras de melhorias sanitárias ou abastecimento de água em regiões carentes.
“Usamos essa água para tudo. Lavar roupa, comer, tomar banho”, conta Rosilene. Na frente, um tanque improvisado recebe mais água, usada para o cão Dogue, o porco e o cavalo Ventania. “Quando a água tá fina, a gente fica até as 5 horas. Nos dias de sorte, quando ela tá grossa, às 4h15 a gente termina o serviço”, diz Rosilene.
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