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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Rio – Do jornalismo investigativo ao jornalismo cívico-participativo

Sempre há aquele que acha que estou de má vontade com o governo do Rio ou algo assim. De jeito nenhum! Só não preciso cair na conversa oficial nem entrar no clima de micareta, ora essa! Eu articulo pensamentos e questionamentos com base na lógica. Se não há resposta satisfatória, é porque há algum boi […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h10 - Publicado em 15 nov 2011, 17h08

Sempre há aquele que acha que estou de má vontade com o governo do Rio ou algo assim. De jeito nenhum! Só não preciso cair na conversa oficial nem entrar no clima de micareta, ora essa! Eu articulo pensamentos e questionamentos com base na lógica. Se não há resposta satisfatória, é porque há algum boi na linha.

Querem ver? O governo do Rio e a cúpula da polícia se orgulham de que a “ocupação” da Rocinha foi feita sem disparar um tiro. Muito bem! Querem que eu dê os parabéns a todos por isso? Então lá vai: “Parabéns!” Mas esperem: devo estendê-los aos bandidos? Afinal, eles também decidiram não disparar, certo? Os grandes não estavam por ali, e os menores sabem que é o caso de ficar na moita. Continuarão a fazer seu trabalho normalmente.

A prisão de Nem está envolvida, digamos assim, numa névoa. A presença dos tais policiais de Maricá evidencia que estava em curso uma rendição negociada — consta que ONGs e até funkeiros (!) participaram da conversa. José Mariano Beltrame prometeu investigar. Vamos aguardar. Sabe-se que a ordem para tentar levar Nem para a delegacia da Gávea (15ª DP) partiu da cúpula da Polícia Civil. É que o Batalhão de Choque, que prendeu o traficante, não deixou.

Agora vem essa conversa de delação premiada. Em matéria de Rio, o jornalismo investigativo costuma se transformar em jornalismo cívico-participativo.

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