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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Representante da ONU é ameaçado por milícia na Crimeia

Na VEJA.com: O enviado das Nações Unidas à Ucrânia, Robert Serry, foi ameaçado nesta quarta-feira por uma milícia armada na Crimeia, depois de deixar uma instalação militar. A informação foi confirmada pelo vice-secretário-geral da ONU Jan Eliasson. Os homens armados queriam que Serry entrasse em um carro, mas ele recusou. Em seguida, seu carro foi […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 04h19 - Publicado em 5 mar 2014, 17h00

Na VEJA.com:
O enviado das Nações Unidas à Ucrânia, Robert Serry, foi ameaçado nesta quarta-feira por uma milícia armada na Crimeia, depois de deixar uma instalação militar. A informação foi confirmada pelo vice-secretário-geral da ONU Jan Eliasson. Os homens armados queriam que Serry entrasse em um carro, mas ele recusou. Em seguida, seu carro foi bloqueado e ele seguiu a pé em direção ao hotel onde está hospedado.

Um jornalista da ITV, afiliada da CNN na Grã-Bretanha, informou que depois da ameaça inicial, a milícia voltou a prender o representante da ONU em um café. Segundo James Mates, que entrou no café com Serry, os homens bloquearam as portas do estabelecimento, impedindo a saída do membro das Nações Unidas, que acabou concordando em seguir direto para o aeroporto e encerrar suar missão na Crimeia. O jornalista contou ainda que ao entrar no carro, Serry foi cercado por uma multidão que gritava “Rússia! Rússia!” A informação sobre o fim da missão do enviado na república autônoma ainda não foi confirmada pela ONU. O representante foi enviado à península para fazer “um balanço da situação” no local, conforme Eliasson disse a jornalistas em Kiev.

A região da Crimeia tornou-se o principal foco de tensões na Ucrânia depois da destituição do presidente Viktor Yanukovich, há pouco mais de uma semana, e um governo interino pró-Europa assumiu o país. Nesta quarta, o premiê interino Arseniy Yatseniuk elogiou os militares ucranianos na Crimeia e prometeu apoio financeiro às tropas. “O fato de as Forças Armadas ucranianas não terem se rendido aos agressores é prova do alto espírito patriótico e da dignidade nacional que existe hoje na Ucrânia”, disse, em pronunciamento transmitido pela TV.

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