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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

PT mantém as esperanças numa Minas ainda muito indecisa; no Paraná, onde uma estrela petista naufraga, o tucano Richa venceria no 1º turno

O Datafolha realizou pesquisa também em Minas. Havia a expectativa de que o tucano Pimenta da Veiga houvesse reagido. Segundo o instituto, isso não aconteceu, e a coisa pode até ter piorado um pouco. Se a eleição fosse hoje, Pimenta teria 23% — há uma semana, 24%. O petista Fernando Pimentel obteria 34% (antes, 32%). […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 31 jul 2020, 03h06 - Publicado em 10 set 2014, 23h31

O Datafolha realizou pesquisa também em Minas. Havia a expectativa de que o tucano Pimenta da Veiga houvesse reagido. Segundo o instituto, isso não aconteceu, e a coisa pode até ter piorado um pouco. Se a eleição fosse hoje, Pimenta teria 23% — há uma semana, 24%. O petista Fernando Pimentel obteria 34% (antes, 32%). Tarcísio Delgado fica em 3%. Os demais candidatos somam 6%. O que chama a atenção no Estado é o número alto de indecisos: 26%; dizem que vão votar em branco ou nulo outros 9%. Na prática, 35% ainda estão sem candidato. Embora os números continuem ruins para o tucano, a eleição não pode ser considerada decidida.

Numa simulação de segundo turno, o petista venceria o tucano por boa margem: 42% a 29%. Também nesse caso, no entanto, o número dos sem-candidato é grande: 9% dizem que votaram em branco ou anulariam; enormes 20%, no entanto, afirmam que ainda não escolheram seu candidato. Os dois que lideram a disputa estão entre aqueles com a menor rejeição: apenas 9% para Pimentel e 12% para Pimenta — mais um indício de que tudo pode acontecer. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 9 de setembro, e foram entrevistados 1.295 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Está registrada no TRE sob o número 80/2014.

Paraná
Se, em Minas, o PSDB corre o risco de passar o bastão para o PT, no Paraná, a situação do tucano Beto Richa é folgada. Segundo o Datafolha, se a disputa fosse hoje, ele seria reeleito no primeiro turno, com 44% dos votos. No dia 15 de agosto, tinha 39%. Roberto Requião, do PMDB, caiu de 33% para 28%, e Gleisi Hoffmann, do PT, oscilou de 11% para 10%. Votariam em branco ou nulo 8%, e 6% dizem não saber. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 9 de setembro. Foram entrevistados 1.201 eleitores em 46 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-584/2014.

Embora Richa vencesse no primeiro turno, há uma simulação de segundo: Richa, com rejeição de apenas 16%, venceria Requião, com rejeição de 27%, por 53% a 33%. O Paraná é mais um estado em que uma estrela petista naufraga espetacularmente: a ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann.

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