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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Portugal decide quem seguirá cartilha do FMI

Por Andrei Netto, no Estadão: Seja qual for o resultado das eleições legislativas de hoje, em Portugal, o projeto de governo a população já conhece: a austeridade. O candidato do Partido Social-Democrata (PSD), Pedro Passos Coelho, e o atual premiê, José Sócrates, do Partido Socialista (PS), terão a mesma plataforma de administração: a cartilha de […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 11h45 - Publicado em 5 jun 2011, 07h05

Por Andrei Netto, no Estadão:
Seja qual for o resultado das eleições legislativas de hoje, em Portugal, o projeto de governo a população já conhece: a austeridade. O candidato do Partido Social-Democrata (PSD), Pedro Passos Coelho, e o atual premiê, José Sócrates, do Partido Socialista (PS), terão a mesma plataforma de administração: a cartilha de rigor da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O beco sem saída no qual os portugueses se meteram ficou claro quando Passos Coelho, recém alçado a líder da oposição e candidato ao posto de primeiro-ministro, foi obrigado a concordar com os termos do plano de austeridade exigido pela trinca – UE, Banco Central Europeu (BCE) e FMI – em troca do socorro de ? 78 bilhões.

Em seu último discurso de campanha, na noite de sexta-feira, em Lisboa, ele disse que a cartilha das três instituições foi a única alternativa de enfrentar o déficit público de 9,1% e a dívida de 93% do Produto Interno Bruto (PIB) – ou ? 160,4 milhões. “Nós sabemos que Portugal não está bem”, afirmou, minutos antes de assegurar aos investidores internacionais: “Deixem-me garantir que cumpriremos até o último euro todos os acordos firmados.”

Diante da estratégia da campanha do PS de vender o atual primeiro-ministro como o único capaz de garantir que o país deixaria o fundo do poço sem um default das dívidas soberanas, Passos Coelho foi obrigado a engolir os planos de austeridade que ele próprio criticava. Aqui

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