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Polícia Civil põe fim à greve; Assembléia Legislativa aprova reajuste

Na Folha Online:A Polícia Civil de São Paulo decidiu suspender a paralisação e retomar todos os trabalhos ainda nesta quinta-feira, após 59 dias de greve. A decisão foi tomada após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Eros Grau concluir que o direito a greve não se aplica aos policiais civis. A decisão foi tomada […]

Na Folha Online:
A Polícia Civil de São Paulo decidiu suspender a paralisação e retomar todos os trabalhos ainda nesta quinta-feira, após 59 dias de greve. A decisão foi tomada após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Eros Grau concluir que o direito a greve não se aplica aos policiais civis. A decisão foi tomada na quarta-feira (12) e atendeu a uma ação movida pelo governo do Estado de São Paulo.
A reportagem da Folha Online percorreu seis delegacias da cidade de São Paulo nesta quinta e foi informada que todas atendiam normalmente por recomendação do sindicato da categoria.
O 30º DP (Tatuapé) agia de acordo com a cartilha da greve –registrando apenas casos de flagrante– até as 13h30, quando o delegado-titular determinou a retomada dos serviços completos.
De acordo com o delegado Sérgio Marcos Roque, presidente da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), todas as delegacias da cidade estavam sendo avisadas sobre a decisão do STF e orientadas a suspender a greve. Segundo ele, todas estariam trabalhando sem restrições até a noite de hoje.
O presidente do Sipesp (Sindicato dos investigadores dos Policiais Civis), João Batista Rebouças Neto, caracterizou como precipitada a decisão de retomada do trabalho. Segundo ele, a decisão do STF é “ditatorial” e a categoria deveria aguardar a publicação no “Diário Oficial” da Justiça, prevista para a próxima terça-feira (18), segundo a secretaria judiciária do STF e o gabinete do ministro Eros Grau.
O delegado Cláudio Salles Júnior, plantonista do 17º DP (Ipiranga), afirmou que a decisão da Justiça será respeitada mesmo que a categoria não concorde com o parecer do STF. De acordo com o delegado, a Polícia Civil retorna ao trabalho temporariamente, enquanto decide como agir em resposta a determinação da Justiça.
Durante as visitas a delegacias de polícia, a Folha Online não encontrou ninguém impedido de registrar boletins de ocorrência devido à paralisação da Policia Civil.

Assembléia
A Assembléia Legislativa concluiu na noite desta quarta-feira a votação de quatro projetos que tratam da reestruturação das carreiras de delegados da Polícia Civil e concede reajuste salarial de 6,5% aos policiais de São Paulo.
(…)
Durante a sessão ordinária, foram aprovados três projetos de lei, referentes ao aumento de 6,5% para ativos e inativos das carreiras das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica.
Os textos incluíram a proposta apresentada na semana passada pelo governador José Serra (PSDB) de antecipar a vigência dos reajustes. De janeiro de 2009 e 2010, o aumento passará a ser aplicado, respectivamente, em novembro deste ano e novembro do ano que vem.
Na sessão ordinária foram aprovados inicialmente o projeto de lei complementar 59, que trata da reestruturação da carreira de delegado e prevê aumento para a classe; e o 60, que dentre outras medidas, reajusta o padrão de vencimentos das Polícias Civil e Técnico-Científica, reestrutura as carreiras da Polícia Civil, exceto a de delegados, e da Polícia Técnico-Científica, e cria 1.236 cargos de oficiais administrativos destinados ao Detran.
Depois foi aprovado o projeto de lei de número 61, que reclassifica os padrões de vencimentos dos integrantes da Polícia Militar. Na sessão extraordinária, os deputados paulistas votaram o projeto 57, que altera os critérios para a concessão de aposentadoria dos policiais civis.

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  1. Comentado por:

    Anônimo

    Atendendo à greve política do PT.

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  2. Comentado por:

    Anônimo

    Agora vou viajar a São Paulo em férias, sossegado.

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  3. Comentado por:

    Cris

    Cumé? Os fulanos não sabem ainda se vão ACATAR UMA ORDEM DA JUSTIÇA? Do STF? é BRINCADEIRA!
    E isso aí é…policia?

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  4. Comentado por:

    Anônimo

    E o povo paulista vai pagar o salário dessa corja sem terem trabalhado? Isso não seria peculato?

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  5. Comentado por:

    Petrus Paulus

    “Decisão do ministro (Eros) foi DITATORIAL”.
    Puxa, que formação em direito tem esse sindicalista, heim?!
    Se a suprema corte do Brasil determina alguma coisa que vá contra os interesses sindicais, é ditatorial.
    E tornar a população inteira de S Paulo refém é o que?
    E sair bandalhando de arma na mão é o que?
    Petralhopatia é isso aí.

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  6. Comentado por:

    Miguel – BSB

    Reinaldo,
    A Polícia Federal também é legalmente proibida de fazer greve.
    A Lei n.º 4.878 de 1965, que proíbe o policial federal de fazer greve (art. 43, XXVIII), nunca foi revogada.
    No entanto, o senso comum sempre entendeu que este dispositivo legal ficou sem aplicação a partir da Constituição de 1988, que permitiu a greve do servidor público, de um modo geral.
    Assim, seria interessante o Supremo Tribunal Federal julgar agora a constitucionalidade ou não desta lei.

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  7. Comentado por:

    Anônimo

    O leão miou ( ou piou ? ) e voltou com o rabinho entre as pernas.
    E antes que eu me esqueça, que o Paulinho da Força vá para o inferno, com escala em alguma penitenciária.
    Esse agora finge que é avestruz…

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  8. Comentado por:

    72/295 Steele

    Independente do que dizem ou pensam os policiais civis de São Paulo, eu pergunto:
    Tendo sido definido pelo STF que categoria armada não pode fazer greve, serão punidos os mentores dessa revolta armada?

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  9. Comentado por:

    Darth

    Serra ainda quer se presidente do Brasil se ele não consegue resolver uma simples greve??? MEU DEUS!!!

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  10. Comentado por:

    Anônimo

    EU LI ERRADO? OS “NOBRES” GREVISTAS VÃO SE REUNIR EM ASSEMBLEIA PARA DEFINIR SE ACATAM A DECISÃO DO STF????!!!!A AINDA MAIS: QUE MEDIDA ADOTAR CONTA A DECISÃO??!!!COMO OS BRASILEIROS, EM ESPECIAL OS PAULISTAS, ESTÃO BEM PROTEGIDOS!

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