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PF diz que grupo teve acesso privilegiado a dados do TCU

Por Daniela Lima, Silvio Navarro e Flávio Ferreira, na Folha: A Polícia Federal afirmou que o grupo acusado de desviar R$ 3 milhões de um convênio com o Ministério do Turismo teve acesso privilegiado às investigações do TCU (Tribunal de Contas da União) -origem da Operação Voucher, que levou à prisão de 36 pessoas. Segundo […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 11h08 - Publicado em 11 ago 2011, 07h29

Por Daniela Lima, Silvio Navarro e Flávio Ferreira, na Folha:
A Polícia Federal afirmou que o grupo acusado de desviar R$ 3 milhões de um convênio com o Ministério do Turismo teve acesso privilegiado às investigações do TCU (Tribunal de Contas da União) -origem da Operação Voucher, que levou à prisão de 36 pessoas. Segundo o relatório da PF, os dirigentes da ONG Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) teriam contratado o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, “para resguardar-se de uma possível decisão prejudicial” do tribunal. Parecer dos técnicos do TCU apontou elementos de fraude na execução de um convênio destinado à capacitação de 1900 profissionais de turismo no Amapá.

Entre os presos pela PF estão integrantes da cúpula do Ministério do Turismo, incluindo Frederico Silva da Costa, número dois da pasta. A PF afirma que os advogados que defenderam a ONG no TCU teriam conseguido acesso ao relatório do tribunal “muito antes de serem citados para apresentarem suas defesas”. Segundo relatório da PF, em conversa gravada com autorização judicial o sócio de Tiago Cedraz, identificado como Romildo, diz ao diretor-executivo da ONG, Luiz Gustavo Machado, já ter obtido “a proposta dos analistas do tribunal”. A conversa ocorreu quatro dias antes da data que autorizava à ONG obter cópia da auditoria do TCU. “Bom, quanto ao tribunal nós sabemos tudo o que está se passando”, diz o advogado na conversa, segundo trecho transcrito pela PF. Na decisão que atendeu pedido do Ministério Público e autorizou as prisões, o juiz Anselmo Gonçalves da Silva afirma que o “grupo investigado chega a cogitar de potencial influência até no TCU, sob a perspectiva de utilização dos serviços advocatícios de Tiago Cedraz, cujo pai é ministro naquela Casa”.

O “grupo”, segundo o Ministério Público, contaria também com um servidor dentro do Ministério do Turismo. A técnica Kérima Silva Carvalho “coordenou” a elaboração da defesa do Ibrasi junto ao TCU. Descrita no relatório como “funcionária do Ibrasi dentro do ministério”, ela teria adulterado documentos para beneficiar a ONG em contratos com o Turismo. A investigação policial foi subsidiada com informações da área técnica do TCU. O tribunal informou que as supostas irregularidades estão sendo tratadas em três processos, sob relatoria do ministro Augusto Nardes. Aqui

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