Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Para líder tucano, denúncia de Carvalho quer desviar foco de caso Palocci

Por Christiane Samarco, no Estadão Online: O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), sugeriu nesta terça-feira, 24, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, deveria apresentar explicações sobre o “caso Palocci”, em vez de levantar suspeitas sobre os tucanos no episódio de vazamento de dados referentes ao ministro-chefe da Casa Civil. […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 11h53 - Publicado em 24 Maio 2011, 18h27

Por Christiane Samarco, no Estadão Online:
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), sugeriu nesta terça-feira, 24, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, deveria apresentar explicações sobre o “caso Palocci”, em vez de levantar suspeitas sobre os tucanos no episódio de vazamento de dados referentes ao ministro-chefe da Casa Civil. Dias entende que se houve uma evolução patrimonial “exorbitante” e não explicada por Palocci, não cabe condenação a quem denuncia o fato.

Mais cedo, Carvalho havia acusado a Prefeitura de São Paulo de ter vazado dados referentes à empresa de consultoria Projeto, de propriedade do ministro da Casa Civil. Para Carvalho, houve quebra de sigilo tributário no episódio envolvendo Palocci. “Temos informações de que dados do Imposto sobre Serviço (ISS) da empresa de Palocci foram obtidos na Secretaria de Finanças da Prefeitura de São Paulo”, afirmou o ministro da Secretaria Geral.

Segundo o líder tucano, “a prática governista de procurar culpados já é conhecida”. “Trata-se de uma estratégia para desviar o foco do que realmente importa saber: quantos foram os beneficiários e quanto ganharam com o eventual tráfico de influência do ministro Palocci”, afirmou. Para o senador, o governo sempre procura desviar o foco da discussão, ao mesmo tempo em que blinda seus denunciados. “Hoje o silêncio sepulcral da presidente Dilma pode transformá-la em cúmplice, se os ilícitos forem confirmados”, afirmou Dias.

Publicidade