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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Papel contradiz ex-chefe da Casa da Moeda

Por José Ernesto Credendio, Andreza Matais e Natuza Nery, na Folha: O ex-presidente da Casa da Moeda cobrou, por meio de um procurador, pagamentos para uma empresa no exterior que é acusada de ser ligada a esquema de corrupção na estatal.  A cobrança, à qual a Folha teve acesso, contraria versão de Luiz Felipe Denucci […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 09h33 - Publicado em 9 fev 2012, 05h27

Por José Ernesto Credendio, Andreza Matais e Natuza Nery, na Folha:
O ex-presidente da Casa da Moeda cobrou, por meio de um procurador, pagamentos para uma empresa no exterior que é acusada de ser ligada a esquema de corrupção na estatal.  A cobrança, à qual a Folha teve acesso, contraria versão de Luiz Felipe Denucci de que nunca movimentou dinheiro por meio dessa empresa, embora admita a sua existência. Denucci foi exonerado da Casa da Moeda após avisar ao Ministério da Fazenda que a Folha publicaria reportagem sobre supostas irregularidades na estatal.

O caso jogou no centro de uma crise o ministro Guido Mantega (Fazenda). Ele admitiu que manteve Denucci no cargo mesmo informado das denúncias. O papel obtido pela Folha mostra que Denucci cobra por um dinheiro que ele diz ser devido a uma empresa no nome de sua filha. A cobrança é feita à administradora de recursos WIT, de Londres, e data de setembro do ano passado.

O texto leva a assinatura de Jorge Gavíria, procurador de Denucci em Miami. Pede o “reembolso de fundos devidos” à Rhodes International Ventures e à filha de Denucci, administradora da “offshore”, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas.”Confio que o senhor irá fazer contato comigo o mais breve possível para acertar os pagamentos”, diz o texto. A reportagem enviou cópia do documento a Gaviria para que ele o comentasse, mas ele não quis se manifestar. A WIT respondeu a ele, em novembro, com um documento no qual detalha todos os valores que diz ter movimentado para Denucci entre 2009 e 2011 e que somariam US$ 25 milhões.
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