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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Palestinos dão trégua de 24 horas a Israel para que ajuda chegue a Gaza

Na Folha Online, com informações da Efe e France Presse:O Hamas e os demais grupos armados palestinos da faixa de Gaza concordaram, a pedido do Egito, em dar uma trégua de 24 horas, nesta segunda-feira, nos ataques realizados contra Israel. O objetivo é permitir o envio de ajuda humanitária, a partir do Egito, para a […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 18h23 - Publicado em 22 dez 2008, 20h22
Na Folha Online, com informações da Efe e France Presse:
O Hamas e os demais grupos armados palestinos da faixa de Gaza concordaram, a pedido do Egito, em dar uma trégua de 24 horas, nesta segunda-feira, nos ataques realizados contra Israel. O objetivo é permitir o envio de ajuda humanitária, a partir do Egito, para a região. Foi o Egito que agiu como mediador do cessar-fogo de seis meses firmado entre Hamas e Israel que terminou na última sexta-feira (19).
O envio de ajuda humanitária é necessário porque Israel reforçou, em novembro passado, o bloqueio a Gaza que mantém desde junho de 2007. Em Gaza vivem 1,5 milhão de palestinos em condições miseráveis. Com a trégua desta segunda-feira, chegarão a Gaza 80 caminhões com comida.
Tanques do Exército israelense percorrem fronteira da faixa de Gaza durante trégua de 24 horas que viabilizou entrega de ajuda
Neste sábado (20), as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, braço armado do Fatah –o grupo secular rival do Hamas ao qual pertence Mahmoud Abbas, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina)– admitiram terem lançado “seis obuses de morteiro na direção de Israel” –conforme a organização, aquele era o primeiro ataque após o fim da trégua.
No mesmo dia, mais tarde, Israel realizou um bombardeio aéreo que matou um palestino e feriu mais três. Todos eram das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa. No dia seguinte, ataque palestino a Israel feriu um imigrante tailandês.
O líder do Hamas, Ayman Taha, já afirmou que a milícia irá retomar os atentados suicidas em Israel se o Estado lançar operações de larga escala em Gaza.

Resposta israelense
Também no domingo, o governo israelense debateu uma resposta aos ataques palestinos, e algumas autoridades pediram mais rigor. “Deveríamos responder com força, no segundo em que Israel for atacado, para reduzir as capacidades dos militantes palestinos”, afirmou o ministro do Comércio e da Indústria, Eli Yishaï.
Em reação às declarações, o primeiro-ministro Ehud Olmert, que deixará o cargo em 10 de fevereiro próximo, se comprometeu a atuar com moderação. Moderação também foi pedida pelo ministro da Defesa, Ehud Barak. “Eu dei instrução ao Exército e serviços de segurança de se prepararem, mas as vozes que incitam à guerra são nocivas e inúteis.”
O Hamas não renovou a trégua de seis meses justamente porque Israel descumpriu a promessa de levantar o bloqueio imposto a Gaza.

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