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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

OU ARRUDA É CHEFE DE QUADRILHA OU É CHEFIADO POR UMA QUADRILHA. EM QUALQUER DOS CASOS, TEM DE CAIR FORA

Não sei se José Roberto Arruda vai conseguir manter seu mandato — afinal, o esquema de falcatruas do Distrito Federal também atinge a Câmara Distrital. Tomara que seja posto pra fora. Com tudo o que já se viu e já se sabe, competente ou não, ele perdeu a condição moral de liderar um governo. Alguns […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 16h19 - Publicado em 30 nov 2009, 06h03

Não sei se José Roberto Arruda vai conseguir manter seu mandato — afinal, o esquema de falcatruas do Distrito Federal também atinge a Câmara Distrital. Tomara que seja posto pra fora. Com tudo o que já se viu e já se sabe, competente ou não, ele perdeu a condição moral de liderar um governo. Alguns de seus auxiliares, nota-se pelos filminhos, se comportam como quadrilha. Em todos eles, a estrela é Durval Barbosa. Era, como se nota, era o homem da mala preta no governo Joaquim Roriz e seguiu sendo no governo de Arruda. Por que tipos como Barbosa — como dizia certa musiquinha antiga, “seu caso não é de ver pra crer; tá na cara” — se tornam peças-chave do poder? Porque os poderosos precisam de tipos como Barbosa. Ou como Delúbio…

O destino de Arruda no governo depende em boa parte do comportamento da Câmara Distrital. Mas o seu destino no DEM depende unicamente da direção do partido. Ele é o único governador da legenda, e isso significa uma perda objetiva importante. MAS, ATÉ POR ISSO, A DIREÇÃO NÃO PODE HESITAR: O ESTRAGO QUE ARRUDA PROVOCARÁ SE FICAR SERÁ INFINITAMENTE MAIOR DO QUE SE SAIR. Se o DEM o expulsa, deixa claro que nada tem a ver com seus métodos e que a direção do partido nem os aprova nem partilha de seus desmandos — e não há sinais de comprometimento até agora.

Diga o governador o que disser, não há desculpa plausível para as imagens. Não é por acaso que, quando se tenta dar uma explicação, mergulha-se fundo no ridículo. Aquela história de que a dinheirama seria destinada à compra de panetone para os pobres integrará o anedotário das desculpas esfarrapadas.

Digamos, para ficarmos no mero exercício das hipóteses, que o governador realmente não tivesse nada a ver com a roubalheira. Então é um omisso. O que mais aconteceria em seu governo que ele ignora de forma tão vexatória? Mas Arruda sabe que a desculpa não cola. Das duas uma: ou é chefe de quadrilha ou, na prática, era chefiado por uma quadrilha. Em qualquer dos casos, convém que seja apeado do governo do Distrito Federal.

Vai, Arruda, pede pra sair! Ou, então, saiam com Arruda!

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