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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Ora confiando na Justiça, ora não… Depende de o juiz fazer a vontade do condenado…

Leio no Globo o que segue. Volto em seguida: (…) Ainda antes de receber a notícia de que o ministro Joaquim rejeitou o pedido de prisão, o ex-deputado José Genoino disse, nesta sexta-feira, que vem passando por esse processo “como se fosse uma tortura psicológica”. Ao lado de um grupo de 18 amigos, Genoino passou […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 07h10 - Publicado em 21 dez 2012, 18h05

Leio no Globo o que segue. Volto em seguida:

(…)
Ainda antes de receber a notícia de que o ministro Joaquim rejeitou o pedido de prisão, o ex-deputado José Genoino disse, nesta sexta-feira, que vem passando por esse processo “como se fosse uma tortura psicológica”.

Ao lado de um grupo de 18 amigos, Genoino passou a manhã recebendo telefonemas de correligionários e parentes. Todos estavam ao lado do ex-deputado no momento em que Barbosa anunciou sua decisão.

“Isso para mim está sendo uma tortura psicológica. Ainda mais numa época de Natal”, disse Genoino, por trás das grades do portão de sua casa.

O advogado do ex-deputado João Paulo Cunha, Alberto Zacharias Toron, confirmou que seu cliente está “muito feliz e emocionado” e que a decisão do STF “restabeleceu sua confiança na Justiça brasileira”.

Comento
Genoino volta a fazer a associação entre um processo que seguiu todos os rigores do estado democrático e de direito e a tortura — ainda que, desta feita, tenha se referido à psicológica. É o despropósito de sempre. E olhem que, apesar de ser o presidente do PT à época das lambanças, ele nem deve cumprir pena em regime fechado.

Quanto à declaração de Toron, advogado de João Paulo, deixem-me ver se entendi. Como Barbosa negou a prisão preventiva, o condenado voltou a confiar na Justiça brasileira; suponho que, ao ser condenado, deixou de confiar; se for malsucedido nos recursos, volta a desconfiar; se for bem-sucedido, então o contrário…

Entendo. Justiça confiável é aquela que faz o que a gente quer, e Justiça “injusta” é aquela que não atende a nossos pleitos. Se os tribunais não fazem a nossa vontade, então a gente promove plenárias públicas para julgar os juízes… 

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