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Obama planeja pacote maior do que socorro a Wall Street

Por Sérgio Dávila, na Folha:O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, sua equipe econômica e os líderes democratas no Congresso colocam os últimos detalhes num plano de estímulo à economia norte-americana cujo custo final ficará entre US$ 675 bilhões e US$ 775 bilhões. O valor será gasto em dois anos.Na hipótese mais alta, a […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 18h23 - Publicado em 22 dez 2008, 07h15
Por Sérgio Dávila, na Folha:
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, sua equipe econômica e os líderes democratas no Congresso colocam os últimos detalhes num plano de estímulo à economia norte-americana cujo custo final ficará entre US$ 675 bilhões e US$ 775 bilhões. O valor será gasto em dois anos.
Na hipótese mais alta, a ajuda é maior do que o resgate a Wall Street aprovado pelo Legislativo norte-americano em outubro, de US$ 700 bilhões, por sua vez o maior da história dos Estados Unidos, e do qual o Tesouro já gastou a metade. Equivale também a aproximadamente meio PIB do Brasil e a cerca de 5% do PIB dos EUA.
Batizado de Plano de Recuperação Econômica, revisa para cima também a meta de criação de empregos, agora estimada em 3 milhões de vagas. O número, que era de 1 milhão durante a campanha, havia passado a 2,5 milhões em novembro.
O aumento deve-se à constatação do governo de transição de que a situação do país é mais grave do que se esperava. Segundo cálculos da equipe de Obama, os EUA podem perder até 4 milhões de vagas em 2009, levando o índice de desemprego para 9%. Hoje, está em 6,7%, o maior em 15 anos, após salto em novembro, quando o país perdeu 533 mil vagas, a maior queda desde 1974.
Ontem, em sua primeira entrevista depois de eleito, o vice de Obama, Joe Biden, confirmou os temores. “A economia está em condições muito piores do que pensávamos”, disse. Para ele, seja qual for o valor do novo pacote, “está muito claro que será um número que ninguém pensava há um ano. Toda pessoa com quem falo concorda” em relação ao pessimismo.

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