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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

O Zé não é lobista, mas “consultor; não tem empregados, mas “assessores”; não dorme com uma mulher, mas com uma “companheira”

Acabo de ler um texto que tem a sua graça. Vamos lá. Qual é a atividade hoje em dia de José Dirceu? Além de petista (sem cargo de direção), ele é “consultor de empresas privadas”. É um dos eufemismos com que as pessoas se referem a ele. Outros de sua espécie são chamados de “lobistas”. […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 07h10 - Publicado em 21 dez 2012, 17h49

Acabo de ler um texto que tem a sua graça.

Vamos lá. Qual é a atividade hoje em dia de José Dirceu? Além de petista (sem cargo de direção), ele é “consultor de empresas privadas”. É um dos eufemismos com que as pessoas se referem a ele. Outros de sua espécie são chamados de “lobistas”. Eu até acho que se pode debater a legalização do lobby, a exemplo do que ocorre nos EUA (ainda não é uma avaliação de mérito). O que não dá é para chamar “lobista” de “consultor”. Este último é um especialista numa área específica, presta assessoria técnica. O outro facilita contatos com órgãos estatais. No Brasil, a atividade não é legalizada.

Assim, Dirceu é hoje um homem da iniciativa privada, certo? E homens da iniciativa privada têm empregados ou funcionários. Não José Dirceu! Leio que o “consultor de empresa privada” tem “assessores”. Sim, parece mesmo um homem de estado. Ele estava, sou informado, acompanhado desses “assessores” quando ficou sabendo da decisão de Joaquim Barbosa.

Não é só isso. Os outros homens têm mulher ou namorada. Além dos “assessores”, sabem quem estava ao lado do “consultor” quando ele ficou sabendo da decisão? A sua “companheira”. Perfeito! Outros vão pra cama com a mulher, a namorada, a amante, até com a “amiga íntima”… O nosso herói comete atos políticos: leva a “companheira”.

Não pensem que o Zé e os “assessores” estavam cuidando, sei lá, dos assuntos de sua empresa privada. No momento em que ele tomou conhecimento da decisão de Barbosa, estava “ouvindo MPB”, que é para deixar claro o seu apego à cultura nacional. Abriu, então, um vinho e comemorou.

O Zé tem, sim, ao menos uma assessoria eficiente: a de imprensa.

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