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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

“O País dos Petralhas II” nas listas dos mais vendidos. E um pouco mais sobre resenhas e resenhistas

“O País dos Petralhas II”, aquele de que um tal Bernardo Mello Franco, da Folha, não gostou sem ler, chegou às livrarias de São Paulo e Rio na semana passada e em boa parte do Brasil nesta semana. Está na lista dos “Mais Vendidos” da VEJA (10º lugar), da Folha (9º lugar) e do site […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 07h45 - Publicado em 29 set 2012, 17h12

“O País dos Petralhas II”, aquele de que um tal Bernardo Mello Franco, da Folha, não gostou sem ler, chegou às livrarias de São Paulo e Rio na semana passada e em boa parte do Brasil nesta semana. Está na lista dos “Mais Vendidos” da VEJA (10º lugar), da Folha (9º lugar) e do site Publishnews (7º lugar), referência para os livreiros. O Globo não publicou a sua nesta semana. No Publishnews, diga-se, foi o segundo livro mais vendido da Editora Record na semana — perdi para o estupendo “A Queda”, de Diogo Mainardi. E isso é uma vitória gigantesca.

Não! Estar em listas não quer dizer que o livro seja bom. O líder de “não ficção”, por exemplo, é um troço escrito por Edir Macedo (personagem, diga-se, de alguns textos de “O País dos Petralhas II”). Quer dizer apenas que já foi o tempo em que um veículo conseguia fulminar um livro.  Hoje em dia, uma esculhambada de certas penas pode ser caminho certo para o sucesso editorial. O mundo está cada vez menos plano.

Alguns bobalhões estão dizendo que “ataquei” o rapaz porque ele não gostou do livro. ERRADO! O atacado fui eu. Eu critiquei o seu texto porque ele resolveu resenhar a mim, não ao que escrevi. E errou nisso também.

EU ESTOU ABSOLUTAMENTE CONVICTO DE QUE, SE ELE TIVESSE LIDO, TERIA ODIADO AINDA MAIS. Entenderam o ponto? Se alguém vai resenhar o que escrevo, tem de dizer se o que está lá presta ou não presta e por quê. É assim que se faz. A opinião é livre! A mentira é moralmente dolosa.

“Reinaldo diz tal coisa sobre o aborto… Está errado porque… Diz tal coisa sobre o Judiciário. Está errado porque… Diz tal coisa sobre a cristofobia. Está errado porque… Por isso, Reinaldo não deve ser lido!” E pronto! Se achar que devo responder, respondo! No caso de Mello Franco, faço o que com suas mentiras? Enfio o dedo no olho dele?

Escrever uma resenha para excitar a fúria dos cachorros loucos? “Olhem, ele ataca (sic) o Lula, o Chico Buarque e o Caetano… Olhem, ele publica um livro em ano eleitoral.” Isso é coisa de quem cumpre tarefa. Aí não! André Singer, ex-porta-voz de Lula (e não vou entrar no mérito do livro), publicou há pouco “Os Sentidos do Lulismo”. Sobre um ex-porta-voz jamais recairá a suspeita de estar se aproveitando do momento, mas sobre Reinaldo sim? Isso é coisa de vigaristas! Até porque, como crítico do lulismo, eu ainda pertenço à minoria, ora! Parece-me que o oportunismo, em havendo (e não estou dizendo que tenha havido no caso de Singer), está em tentar surfar na maioria… Dizem-me, aliás, que seu livro, que tem lado (e não há mal nenhum nisso), é relevante para entender o momento. Não li, mas vou ler.

De todo modo, esse é um debate estúpido, obscurantista! O mercado editorial brasileiro vai agora se deixar pautar por eleições, mais ou menos como o PT queria que o STF fizesse com o mensalão? “Ah, não! Julgar em 2012, não! É ano eleitoral!” E em 2013? “Aí é ano pré-eleitoral…” Não fosse o início da derrocada do petismo — levará alguns anos, mas não muitos —, o regime das marés acabariam obedecendo ao PT. Que Lua o quê!!! Lula seria o senhor das marés!

Leitores me avisam que o texto de Mello Franco circula freneticamente nos blogs sujos — aqueles financiados por estatais. É um destino justíssimo. E só pra arrematar: os “sujos” não tenham a ambição de ver comentadas aqui suas agressões. Consigam, ao menos, um posto semelhante ao de Mello Franco.

Para encerrar: vai crescendo a lista das pessoas indignadas com os “ataques” ao presidente Lula e, claro!, à democracia!!! Rui Falcão, Jorge Viana, André Vargas, Delfim Netto, Mello Franco…

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