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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

O NOVO BICHO-PAPÃO

Os que não se conformam com o fato de que Serra tenha voltado a liderar no Datafolha — está para sair um novo Ibope — darão um jeito de provar que isso é temporário, uma vez que permanente é a certeza que eles têm de que Dilma já ganhou. E lembrarão o de sempre: Lula, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 14h55 - Publicado em 2 jul 2010, 07h53

Os que não se conformam com o fato de que Serra tenha voltado a liderar no Datafolha — está para sair um novo Ibope — darão um jeito de provar que isso é temporário, uma vez que permanente é a certeza que eles têm de que Dilma já ganhou. E lembrarão o de sempre: Lula, a economia, Lula, a estabilidade, Lula, o tempo no horário eleitoral, Lula, Lula, Lula outra vez…

O monstro da hora é o tempo na TV: o dela será muito superior ao dele. E se dá de barato que isso será avassalador. O equilíbrio seria melhor para o tucano? Tendo a achar que sim. Um tempo muito curto torna quase inócuo o trabalho na TV? Sim. Mas não será o caso.

Entram aí as lateralidades que podem saltar para o centro da conversa a depender do andamento das coisas — é o tal imponderável. Tempo muito longo ajuda sempre, mesmo com o profissionalismo petista? Não sei! Pode encher o saco! Não há contra-ataque possível à onipresença de Lula na campanha de Dilma. Tendo a achar que há limites para a tutela.

Há ainda uma outra consideração: quando começar o horário eleitoral, ainda que Serra venha a ter quase a metade do tempo de Dilma, a verdade é que ele estará aumentando a sua exposição. Porque a dela, indiretamente, já é avassaladora. A publicidade do governo e a publicidade das estatais fazem, hoje, campanha eleitoral escancarada. O fato de o Ministério Público Eleitoral não ter se interessado pelo assunto, máxima vênia, depõe contra o espírito vigilante deste órgão.

NÃO! Não faço previsões. Só estou dando algumas dicas para aumentar a prudência. Seria conveniente que os “analistas” aumentassem um pouquinho a sua margem de dúvidas, deixando para os institutos de pesquisa a margem de erro.
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