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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Novo presidente da Casa de Rui Barbosa é notório justificador de mensaleiros e crítico da “mídia golpista”

Com Wanderley Guilherme dos Santos presidindo a Fundação Casa de Rui Barbosa, aumentam as chances de um diálogo mais civilizado entre as orações principal e subordinada, e é bem possível que a ortografia seja menos castigada. Em muitos aspectos, Sader é um homem insuperável. Mas é uma boa saída? Pode haver um ganho de qualidade […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 12h39 - Publicado em 3 mar 2011, 18h23

Com Wanderley Guilherme dos Santos presidindo a Fundação Casa de Rui Barbosa, aumentam as chances de um diálogo mais civilizado entre as orações principal e subordinada, e é bem possível que a ortografia seja menos castigada. Em muitos aspectos, Sader é um homem insuperável. Mas é uma boa saída?

Pode haver um ganho de qualidade na gramática da língua portuguesa, mas não necessariamente na gramática política ou moral. Guilherme dos Santos pode não ter a mesma vocação de mero apparatchik de Sader, mas comunga dos mesmos valores, ainda que venha a ser mais preparado intelectualmente — mas quem seria menos? É como o crescimento do PIB de 2010, entendem? Guilherme dos Santos é um vistoso 7,5% diante de um Sader com aquele seu ar de menos 0,6%… Na comparação com a recessão da inteligência, que Sader representaria, o crescimento parece bom…

Guilherme dos Santos é co-autor de um crime moral e intelectual da política brasileira. Junto com Marilena Chaui, lançou a tese de que o mensalão foi nada além de uma tentativa das elites e da “mídia” de dar um golpe no governo Lula. Sim, senhores! Ele foi um dos “intelectuais” que chancelaram essa fraude histórica. Integrou o grupelho de “pensadores” que resolveu apelar à ciência política para justificar a ação patriótica dos Delúbios da vida.

O que a linha de pesquisa e atuação de Guilherme dos Santos tem a ver com o trabalho que se faz na Fundação Casa de Rui Barbosa? Rigorosamente nada! A exemplo de Sader, a sua indicação cheira apenas a aparelhamento partidário da instituição, ainda que com um pouco mais de decoro do que Emir. Mas, de novo, indaga-se: quem conseguiria ter menos?

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