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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

MP e PF investigam se Panamericano cometeu crimes. E quem vai investigar se houve crime político?

Tanto o Ministério Público como a Polícia Federal decidiram investigar as lambanças no Banco Panamericano. O MP instaurou um inquérito criminal, que ficará sob a responsabilidade dos procuradores Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo e Anamara Osório Silva. Na PF, o inquérito será tocado pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, da Superintendência Regional de São […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 21 fev 2017, 09h11 - Publicado em 12 nov 2010, 19h19

Tanto o Ministério Público como a Polícia Federal decidiram investigar as lambanças no Banco Panamericano. O MP instaurou um inquérito criminal, que ficará sob a responsabilidade dos procuradores Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo e Anamara Osório Silva. Na PF, o inquérito será tocado pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, da Superintendência Regional de São Paulo, que vai apurar se houve  gestão fraudulenta, prestação falsa de informações aos órgãos competentes e inserção de elementos falsos em demonstrativos contábeis.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. Tanto o MP como a PF investigam práticas relacionadas a crimes financeiros — o que, convenham, é bem provável que tenha ocorrido. Ou haja distração para provocar um rombo que comeu todo o patrimônio do banco! Trata-se de uma investigação necessária, e os responsáveis têm de ser exemplarmente punidos. Mas há um busílis aí.

E a investigação de eventual crime político? Este, só mesmo uma Comissão Parlamentar de Inquérito poderia apurar. Mas esqueçam! Por muito tempo não se falará de CPI nestepaiz — a menos que seja contra algum membro da oposição. O que ninguém ligado à área entende até hoje é por que a Caixa Econômica Federal foi se meter num banco como o Panamericano, ainda que suas contas não estivessem maquiadas. Mais: evidenciada a lambança, o controlador do grupo Silvio Santos — o próprio — foi ter com o presidente da República.

O resto já é história.

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