Clique e assine a partir de 9,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Ministra dos Direitos Humanos, que deveria receber aula do governo de SP, vem ao Estado para fazer proselitismo barato e se comportar como a professora que não é

Qual é o papel de um ministro (no caso, ministra) de estado? Atuar em favor do Brasil — na verdade, dos brasileiros —, independentemente das questões partidárias. Quando exerce uma função de estado, o partido deve ficar de lado. Leiam o que informa Jair Stangler, no Estadão Online. Na madrugada, dedicarei um texto a esta […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 31 jul 2020, 10h56 - Publicado em 29 ago 2011, 22h50

Qual é o papel de um ministro (no caso, ministra) de estado? Atuar em favor do Brasil — na verdade, dos brasileiros —, independentemente das questões partidárias. Quando exerce uma função de estado, o partido deve ficar de lado.

Leiam o que informa Jair Stangler, no Estadão Online. Na madrugada, dedicarei um texto a esta senhora, com todo o rigor que ela merece. Fiquem agora com o que informa o site do Estadão. Depois eu vou chamar a ministra na chincha para fazer umas continhas. Vamos ver quem cuida melhor dos direitos humanos: São Paulo ou o governo que ela representa.
*
A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, criticou o governo de São Paulo por permitir site da Rota que elogia o golpe militar de 1964 e fez várias cobranças com relação ao governo do Estado com relação à sua área de atuação. A ministra participou nesta segunda-feira, 29, de audiência publica na Assemléia Legislativa de São Paulo. A audiência contou ainda com a presença da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), do padre Julio Lanceloti e a secretária de Justiça do governo de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda.

“Eu considero que todos os Estados da Federação devem fazer também o seu esforço pelo direito à verdade e à memória e pela democracia. Uma página oficial do governo estadual, em um período democrático, que presta homenagem à deposição de um presidente, legitimamente eleito, do presidente João Goulart… Eu me senti aviltada de fato por isso e eu tenho certeza que o governador Geraldo Alckmin tomará providências diante disso porque é uma estrutura do Estado de São Paulo”, disse. “Não se pode comemorar golpe, não se pode comemorar a violação do Estado democrático de Direito, sob pena de plantar-se novas violações.”

Maria do Rosário fez outras cobranças ao governo do Estado, como quando criticou que São Paulo ainda não tenha uma  Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) e também ao encampar algumas das reivindicações dos presentes – afirmou, por exemplo, que irá discutir com o governador Geraldo Alckmin decreto que tira autonomia do  Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe/SP).

Após a realização da audiência, no entanto, a ministra disse que seu objetivo não é criticar a atuação do governo do Estado na área. “Não foi meu objetivo produzir críticas pontuais ao Estado de São Paulo ou a prefeituras municipais. O meu objetivo é um trabalho em parceria, é trabalharmos juntos. E a presença da secretária de Justiça daqui de São Paulo na abertura do evento e sua equipe na reunião, é um passo muito importante para que os trabalhos nos direitos humanos não estejam pautados na oposição ao governo. Lá no Congresso Nacional ou aqui em São Paulo. Direitos humanos são direitos humanos, tem caráter universal, é um princípio ético. O governo federal, o governo da presidenta Dilma estende a mão, estamos juntos e vamos estar juntos com o governo do Estado de São Paulo, superando as dificuldades.”

Maria do Rosário comentou ainda a Comissão da Verdade, cujo projeto tramita no Congresso Nacional. Ela disse não ter previsão de prazo para sua votação, mas disse que no que depender de sua vontade, será votado ainda este ano.

Continua após a publicidade
Publicidade